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Opinião
Confira a coluna de Daniela Freire desta quarta, 11
Ações do Governo do Estado para evitar uma possível segunda onda da Covid-19 no Rio Grande do Norte estão sendo cobradas pelo deputado estadual Hermano Morais
Daniela Freire
11/11/2020 | 05:40

Prevenir é preciso

Ações do Governo do Estado para evitar uma possível segunda onda da Covid-19 no Rio Grande do Norte estão sendo cobradas pelo deputado estadual Hermano Morais (PSB). Para isso, o parlamentar requereu a instalação, no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, de estandes sanitários para contribuir com a contenção à possível disseminação do coronavírus.

Cuidados

No pedido, o deputado solicita que os estandes tenham equipes de saúde munidas de folhetos informativos, equipamentos de aferição de temperatura e kits de testagem rápida de passageiros provenientes do exterior. A sugestão apresentada por Hermano é do Comitê Científico do Consórcio Nordeste.

Necessários

A coluna havia revelado que o coordenador do comitê científico, o neurocientista Miguel Nicolelis, tem alertado para o perigo que os aeroportos internacionais representam quando se pensa numa segunda onda de Covid-19.

Há tempo

Afinal de contas, passageiros vindos da Europa, onde está acontecendo aumento alarmante de casos, e dos Estados Unidos, que também apresenta alta de infecções, estão entrando aos montes no Brasil neste momento sem qualquer tipo de barreira sanitária.  
É bom lembrar que a primeira onda chegou exatamente assim aqui no País, pelos aeroportos.

Mas é preciso agir

“A segunda onda de Covid-19, que já preocupa Europa e Estados Unidos, pode atingir o Nordeste nos próximos meses. O Comitê Científico reforça que o risco é causado pelo relaxamento nos cuidados, aglomerações demasiadas e vinda de turistas europeus para o verão nas nossas praias”, afirmou Hermano.

Já fomos alertados

O parlamentar também pontuou que Miguel Nicolelis já falou sobre o “risco real de que nos próximos meses tenhamos um fluxo de portadores do Sars-CoV-2, até de cepas diferentes das que aqui prevalecem”.  

Trâmite

O requerimento de Hermano será analisado pelos deputados e, em caso de aprovação, será encaminhado em nome da Casa ao Executivo. 

Politizando

O clima foi de comemoração nas redes sociais de Jair Bolsonaro e de seus aliados, incluindo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o deputado federal General Girão, com a notícia da suspensão de testes com a vacina Coronavac. Numa clara politização do tema, tendo em vista a defesa que o governo João Doria em SP, adversário do presidente, faz desse imunizante.

Na cara dura

Logo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota oficial, na noite desta segunda-feira, comunicando a interrupção da fase 3 dos estudos da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, eles passaram a reproduzir a informação em clima de festa.

Não é bem assim

De acordo com a Anvisa, a decisão foi motivada após a ocorrência de um “evento adverso grave” em um dos voluntários do Brasil. No entanto, a fato “teve fator externo”, de acordo com o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn.  

Atitude

O que é preocupante – mas não surpreendente – é a satisfação de um presidente, de ministros e de lideranças políticas em falar sobre a suspensão de testes de uma vacina que pode salvar milhares de pessoas. Só para se gabarem aos seus seguidores que estavam “certos” na briga com o gestor de São Paulo. E até agora nada prova que estão.

Interferência

E o tema “suspensão da Coronavac pela Anvisa” chegou ao Ministério Público. O órgão quer que o TCU investigue se agência está sofrendo interferência ideológica. A informação foi publicada ontem pela colunista Mônica Bergamo. Segundo ela, o subprocurador-geral diz que a guerra política deixa esquecida a população brasileira.

 Reação

“Choque, fúria e preocupação. Foi assim que diferentes departamentos da OMS que lidam com a pandemia da covid-19 receberam as notícias sobre a polêmica aberta pelo governo do Brasil sobre a vacina da Sinovac e a reação do presidente Jair Bolsonaro”. De Jamil Chade, colunista do UOL.

Comemorando

Falando em vacina, o deputado e médico Vivaldo Costa externou a sua felicidade com a divulgação feita pela farmacêutica Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech de que a eficácia da vacina contra a Covid foi superior a 90%.  Isso significa que estamos mais próximos de superar esse momento tão difícil”, destacou Vivaldo.

Rápidas

Deu na colunista Bela Megale, do jornal O Globo: “Até mesmo integrantes do governo de Jair Bolsonaro avaliam que o presidente está ‘perdendo a mão’ em temas relacionados à vacina contra a Covid-19. Dois membros do Palácio do Planalto classificaram como um erro do presidente celebrar a suspensão de testes com a CoronaVac”.

Desinformação: Duas mil contas brasileiras no Twitter tentam empurrar alegação falsa de que houve fraude nas eleições nos EUA, segundo o jornal O Globo. “Na semana passada, esse número girava em torno de 400”, diz reportagem. As contas com padrão de comportamento anômalo tentam espalhar hashtag #BidenWasNot Elected.

Vinte professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão entre os mais influentes do mundo de acordo com um estudo da Plos Biology. Publicado anualmente, o banco de dados atualizado de cientistas traz dois rankings: um apresentando o impacto do pesquisador ao longo da carreira e outro para um único ano (2019). Dez docentes da UFPE estão nas duas listas, divulgadas recentemente.

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