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Opinião
Confira a coluna de Alex Viana deste sábado, 10
presidência local da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes passará por mudanças. Artur Fontes deixará o cargo em breve.
Alex Viana
10/10/2020 | 05:33

RECADO INSUSPEITO

O empresário Artur Fontes deixa em breve a presidência local da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, mudança adiada por causa da pandemia do coronavírus. Mas não sai sem antes deixar um recado às autoridades: sejam firmes e continuem a fiscalização para coibir aglomerações. Afinal, a Covid-19 ainda é a mão que balança o berço no País prestes a alcançar a triste marca de 150 mil mortes.

PARA ENTENDER

Artur Fontes está coberto de razão. Com milhares de empresas fechadas no País, seis meses depois do início da pandemia, e com os lucros retornando a conta-gotas, é ao menos lógico que não se queira uma nova onda de casos, como acontece neste exato momento na Europa. A política da negação, além de pouco inteligente, abre riscos para aquilo que nenhum empresário de bom senso deseja reviver.

AMBIQUIDADES

“O otimismo é um estado de espírito de efeito ambíguo”, já advertia o economista Paulo Nogueira Batista Jr, autor, entre outros, do livro “Mito e realidade na dívida externa brasileira”.
Ou seja, “sem um mínimo de otimismo, o sujeito não chega nem na esquina. Por outro lado, pode dar margem ao conformismo e à complacência e costuma, por isso, estar na origem de fracassos retumbantes”.
E não é?

BOI BOMBEIRO

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, é uma das raras personagens do primeiro escalão do governo Bolsonaro que escapa ao que se poderia chamar de vexaminoso. Pelo menos até agora.
Mas ao defender, nesta sexta-feira, a tese de que as queimadas no Pantanal não teriam sido tão extensas se houvesse mais gado pastando em áreas já desmatadas, ela assumiu os riscos de um debate que já ganhou dimensões internacionais.

RESPOSTA

Cristiane Mazzetti, gestora ambiental do Greenpeace, foi uma das primeiras a atacar a ministra. “Se não tivesse ocorrido um desmonte da gestão ambiental no Brasil, a situação não teria chegado a este nível de gravidade”, afirmou.
O problema é que o desmonte a que ela se referiu tem a ver com Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e não com Tereza Cristina.

CONCLUSÃO

Mesmo sendo uma pessoa muito diferente de Ricardo Salles, aquele do Meio Ambiente que deixa a boiada passar, Tereza Cristina desce alguns degraus na simpatia do agronegócio brasileiro de ponta ao abraçar teses de outro tipo de pensamento ruralista, mais à La Nabhan Garcia, ex-presidente da União Democrática Ruralista, que ainda não associou a entrada de capitais estrangeiros ao meio ambiente.

ALIÁS

Por falar em Tereza Cristina, informa O Globo que a ministra é seriamente considerada para disputar a sucessão de Rodrigo Maia (ambos são do mesmo partido) à presidência da Câmara dos Deputados.
A deputada federal licenciada para assumir um posto no ministério de Bolsonaro, no entanto, não parece animada a se meter nesse imbróglio, já que, convenhamos, ela já está em outro muito maior.

DE NOVO, NÃO

Quem não viveu a inflação brasileira em seu apogeu não sabe a agonia de um trabalhador ao ver o dinheiro do salário desaparecer todo numa compra de supermercado, enquanto rentistas, pessoas que vivem de aplicações financeiras, riem à toa.

Bem, ao entrar hoje em qualquer supermercado é exatamente essa situação que vem à mente dos mais velhos e calejados. A de que a “mardita” voltou sob a égide agora de um governo endividado e sem qualquer plano para o futuro.

APRENDIZ

Quem diria. O presidente Jair Bolsonaro, um craque quando o assunto é reeleição, é hoje um bom aluno do Centrão de onde ele nunca deveria ter saído, mas saiu, para se lançar com aquele discurso abstrato de nova política.

De fato, ao apoiar abertamente o nome do desembargador Kassio Nunes Marques para a vaga deixada no Supremo Tribunal Federal pelo ministro decano Celso de Mello, e comprar briga com o bolsonarismo raiz, o presidente mostra que não está disposto a cometer os mesmos erros do PT ao indicar nomes para a Suprema Corte.

*por Marcelo Hollanda, interino

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