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Opinião
Confira a coluna de Alex Viana desta sexta-feira, 9
Era melhor ter ficado calado...
Alex Viana
09/10/2020 | 05:38

FEITIÇO E FEITICEIRO

Deu na coluna de Lauro Jardim, em O Globo: “Na briga entre Paulo Guedes e Rogério Marinho, a balança pesou mais em favor do ministro da Economia esta semana. Guedes vinha em baixa no governo pelas dificuldades em sua pasta, enquanto Marinho crescia mostrando mais jogo de cintura e caminhos. O tempo virou, segundo ministros palacianos. As críticas de Marinho a Guedes para empresários pegaram mal. O comentário no Planalto é que o episódio mostrou que o ministro da Economia tinha razão: Marinho tenta queimá-lo”.

ISOLAMENTO

Da coluna “Painel”, no jornal Folha de S. Paulo: “A avaliação de participantes do jantar desta segunda 5 é que Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) acabou isolado com o posicionamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de selar as pazes com Paulo Guedes (Economia). Marinho e Guedes são adversários no governo”.

PROXIMIDADE

Por outro lado, ainda segundo a Folha, “a agenda do ministro do Desenvolvimento, porém, é a mesma de Bolsonaro, que tem dedicado boa parte de sua rotina na Presidência em viagens para inaugurar obras”. “Essa também é a área de interesse do centrão, que rivaliza com Maia o controle da Câmara em 2021”, complementa.

CENTRÃO

Ainda de acordo com a Folha, essa também é a área de interesse do Centrão, que rivaliza com Maia o controle da Câmara em 2021. Pessoas próximas a Maia acreditam que ele optou por Guedes por enxergar uma chance de destravar a reforma tributária até fevereiro, quando termina seu mandato. No jantar, ambos combinaram não travar a pauta do outro, o que significa que Maia indicou aceitar discutir a CPMF.

DEPÓSITO IRREGULAR

O presidente Jair Bolsonaro fez uma doação irregular em dinheiro vivo para a campanha deste ano de reeleição de seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. De acordo com dados disponibilizados pelo candidato ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente fez um depósito de R$ 10 mil em espécie na conta da campanha do vereador.

PRÁTICA ILEGAL

A prática, da forma como descrita, contraria resolução do ano passado do TSE sobre regras para as doações eleitorais. Segundo o tribunal, contribuições em dinheiro acima de R$ 1.064,10 só podem ser feitas mediante transferência bancária ou cheque cruzado e nominal.

OUTRO LADO

Procurados, o Palácio do Planalto e o vereador não comentaram o caso até a edição desta coluna.

JUSTIFICATIVA

No Twitter, Carlos afirmou que o depósito foi um “equívoco” e que o recurso, de origem lícita, foi devolvido e retransferido de acordo com a legislação. “Esclareço que houve um equívoco e que tratamos de corrigi-lo imediatamente, respeitando, como sempre, as regras estabelecidas”, escreveu o vereador.

REGRA CLARA

A regra foi criada em 2015 para evitar lavagem de dinheiro nas eleições. Transações em espécie não configuram crime, mas podem ter como objetivo dificultar o rastreamento da origem de valores obtidos ilegalmente. Atualmente, esse tipo de movimentação é comunicada automaticamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quando ultrapassa R$ 10 mil.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Em manifestação em 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que “depósitos em espécie abrem margem para a prática de fraudes, como o uso de ‘laranjas’”. “Além disso, a simples inclusão de CPF informado pelo depositante dificulta o controle sobre a real origem do dinheiro, que pode ter vindo de fonte vedada”, afirmou a PGR em 2018, ao divulgar a reprovação de contas de um candidato a prefeito de Rolim de Moura (RO) em razão da prática.

NÚMEROS COVID

O Brasil registrou 729 mortes por Covid-19 entre quarta e quinta-feira, segundo o Ministério da Saúde. Apenas 1 aconteceu no RN. Com isso, subiu para 148.957 o número de vítimas da doença no País. Além disso, foram 27.750 novos diagnósticos positivos, o que elevou para 5 milhões o total de casos confirmados.

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