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Opinião
Confira a coluna de Alex Viana desta quarta-feira, 14
Candidatos do PDT e do PT travam uma intensa disputa por vagas na Câmara Municipal
Alex Viana
14/10/2020 | 05:38

CADA UM POR SI

Em Natal, candidatos de dois partidos travam uma intensa disputa interna por vagas na Câmara Municipal: PDT e PT. Com muitos nomes competitivos, é impossível prever quais candidatos terão mais votos e quais serão eleitos por cada legenda.

SEM ESPAÇO PARA TODOS

No PDT, 9 vereadores disputam reeleição. Pelas contas do grupo, só é possível eleger no máximo 6, considerando a previsão de votos do partido. Já o PT, conhecido pela histórica divisão interna, está ainda mais rachado depois dos recentes atritos entre o vereador Fernando Lucena e Cipriano Maia, secretário de Saúde do governo Fátima Bezerra.

FATOR DE DESEQUILÍBRIO

No PT, outro agravante é o fato de que cada expoente do partido tem um candidato preferido em Natal. Publicamente, a deputada Natália Bonavides apoia Daniel Valença e o secretário Fernando Mineiro defende a reeleição de Divaneide Basílio. Nos bastidores, aponta-se que a governadora Fátima Bezerra gostaria de ver Rodrigo Bico eleito.

VERBA DISPUTADA

Candidatos do PSDB em Natal estão insatisfeitos com a gestão de recursos do fundo eleitoral para a campanha deste ano. Reclamam que a maior parte da verba foi destinada para a candidatura à reeleição do prefeito Álvaro Dias. A avaliação é que a prioridade foi invertida, já que, de todos os candidatos, o prefeito é o que tem a situação mais confortável.

CORREÇÃO DE RUMO

Candidatos que fazem oposição ao prefeito Álvaro Dias (PSDB) devem mudar o tom da campanha nos próximos dias.

CADÊ AS PROPOSTAS?

Explica-se. Além de a Justiça Eleitoral ter imposto reveses a Jean Paul Prates (PT) e Sérgio Leocádio (PSL), determinando a suspensão de parte da propaganda eleitoral, algumas pesquisas têm mostrado que a tática do ataque ao atual prefeito não agrada ao eleitor, que gostaria de assistir a uma campanha mais propositiva.

DESVANTAGEM

Já há quem se arrependa de ter defendido a realização das eleições municipais mesmo com a pandemia de Covid-19 ainda fora de controle. Com aglomerações proibidas e com o eleitor reprovando atos como caminhadas e carreatas, candidatos já avaliam que será muito difícil tomar o poder daqueles que estão com a caneta na mão.

ELEIÇÃO ILEGÍTIMA

A avaliação é de que, sem campanha de verdade, devido às limitações da pandemia, a eleição terá pouca legitimidade, pois eleitores não terão a oportunidade de conhecer bem todos os concorrentes – o que facilita a vida dos atuais mandatários, que têm mais exposição.

VAI FICAR TUDO COMO ESTÁ

Políticos acreditam que, por causa disso, a taxa de renovação das gestões municipais será baixa, especialmente naquelas cidades onde o prefeito tem avaliação razoável.

MELHOR ESTRATÉGIA

Os adversários queriam eleição em 2020 para que os atuais mandatos não fossem prorrogados. No entanto, diante das dificuldades de se fazer campanha durante uma pandemia, avalia-se que seria mais estratégico prorrogar a gestão dos atuais prefeitos para fazer daqui a alguns meses (ou quem sabe em 2022) uma campanha muito mais qualificada, com mais chance de êxito.

JETONS DE ROGÉRIO I

Cinco ministros do governo Jair Bolsonaro inflam os salários com o recebimento de jetons (gratificação por participarem de reuniões de estatais). O ministro potiguar Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) é, até o momento, o que mais se beneficiou. Rogério Marinho tem R$ 30,9 mil de salários e os extras podem chegar a R$ 21 mil por mês.

JETONS DE ROGÉRIO II

Rogério recebe os jetons por participar do conselho fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio), entidade corporativa financiada com recursos do cofre público. Segundo o Sesc, a gratificação é paga mensalmente, conforme presença nas reuniões e o orçamento previsto para o colegiado.

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