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Eleições 2026

Ciro descarta Planalto, e PSDB busca novo nome

Ex-ministro comunicou ao PSDB que pretende concentrar esforços na disputa estadual; partido segue em busca de alternativa nacional para sucessão presidencial
Por O Correio de Hoje
12/05/2026 | 15:30

O ex-ministro Ciro Gomes comunicou ao PSDB que não pretende concorrer novamente à Presidência da República em 2026. Filiado recentemente aos tucanos, após quase três décadas afastado da legenda, Ciro decidiu concentrar seus esforços na disputa pelo governo do Ceará, estado que administrou no início dos anos 1990.

A possibilidade de uma candidatura presidencial era vista pela direção do partido como uma oportunidade de recolocar o PSDB no debate nacional com um nome de forte reconhecimento popular e, ao mesmo tempo, fortalecer a legenda, que atravessa um período de perda de protagonismo político.

Ciro no PSDB
Ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) Foto: Instagram / Reprodução

Na eleição de 2022, o PSDB ficou sem candidato próprio ao Palácio do Planalto pela primeira vez desde a redemocratização.

Em nota, o presidente nacional da sigla, Aécio Neves, confirmou a decisão de Ciro e afirmou que o partido continuará discutindo outros caminhos para a sucessão presidencial.

“Recebi, hoje, telefonema do ex-governador Ciro Gomes informando, formalmente, a intenção de lançar oficialmente a sua pré-candidatura ao governo do Ceará no próximo final de semana”, declarou Aécio.

“O PSDB continuará debatendo alternativas para o Brasil nesse momento em que a polarização e o radicalismo vêm impedindo a apresentação de um projeto consistente de retomada do desenvolvimento econômico e social do país”, acrescentou.

Nas pesquisas de intenção de voto para o governo cearense, Ciro Gomes aparece em posição competitiva. Levantamento recente da Quaest mostra o ex-ministro à frente do atual governador, Elmano de Freitas (PT). Em um cenário alternativo, porém, ele fica atrás do ex-governador e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

Aécio Neves, que foi o último candidato tucano a alcançar o segundo turno de uma eleição presidencial, em 2014, assumiu há poucos meses o comando nacional do PSDB com a missão de reorganizar a legenda e recuperar sua relevância no cenário político.

Além do desafio de voltar a disputar espaços de poder, o partido também precisa superar a cláusula de barreira, mecanismo que estabelece desempenho mínimo nas urnas para garantir acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral.