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Saúde pública

Casos notificados de leptospirose caem 56% em Natal

Dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta sexta-feira 31
Redação
01/08/2026 | 05:46

Natal notificou 13 casos de leptospirose entre o início do ano e o dia 4 de julho, ou seja, até a 26ª semana epidemiológica. O número representa uma redução de 56% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 30 suspeitas. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta sexta-feira 31.

Nem todos os casos notificados são confirmados. Em 2025, três casos foram confirmados como leptospirose até essa etapa do calendário epidemiológico. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não informou quantos registros deste ano foram confirmados.

Lama foto Magnus Nascimento
Doença pode ser contraída pelo contato com água e lama infectados com bactéria - Foto: Magnus Nascimento / Secom

Apesar da queda, o risco de transmissão aumenta durante períodos de chuvas e alagamentos. A doença é provocada pela bactéria Leptospira e pode ser contraída pelo contato com água, lama, solo ou objetos contaminados pela urina de animais infectados, principalmente ratos.

A bactéria entra no organismo por pequenos ferimentos na pele ou pelas mucosas dos olhos, do nariz e da boca. A leptospirose não é transmitida pelo contato direto com o animal.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, náuseas, vômitos e olhos avermelhados. Como os sinais podem ser confundidos com os de outras doenças, a recomendação é procurar atendimento e informar ao profissional de saúde qualquer contato recente com água de enchentes ou lama.

Nos casos mais graves, a infecção pode comprometer rins, fígado e pulmões. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações e aumenta as chances de sucesso do tratamento.

Entre as medidas de prevenção, estão evitar áreas alagadas e usar botas e luvas impermeáveis durante a limpeza de imóveis atingidos por enchentes. Também é recomendado proteger caixas-d’água e alimentos, armazenar corretamente o lixo, retirar entulhos e vedar frestas, portas e ralos para dificultar a entrada de roedores.

“A leptospirose é uma doença que pode ser evitada com medidas simples, como evitar o contato com água de enchentes, manter os ambientes limpos, armazenar corretamente o lixo e eliminar locais que favoreçam a presença de roedores”, afirmou Luciano Pereira da Silva, chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ).

Segundo ele, pessoas expostas a água potencialmente contaminada devem acompanhar o aparecimento de sintomas. “O diagnóstico precoce faz toda a diferença para o sucesso do tratamento”, acrescentou.

Os registros são acompanhados pela Vigilância Epidemiológica municipal. A SMS também mantém ações de orientação e vigilância, enquanto outras áreas do Município atuam no controle de ambientes que favorecem a presença de roedores.