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Pandemia
“Apesar de indicadores positivos, ainda há risco”, alerta pesquisador do RN sobre Covid
Número de casos, internações e óbitos por Covid diminuíram no RN, mas pesquisador defende estado de alerta e observação
Redação
06/04/2022 | 07:55

O Rio Grande do Norte vive um momento de menor preocupação com a pandemia da Covid-19. Após um surto de gripe e coronavírus no início do ano, os dados epidemiológicos dos últimos dias apontam para uma redução considerável dos casos e óbitos causados pela doença. Nas últimas 24 horas, o estado não teve mortes registradas, e teve 286 novos casos – de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

As internações também diminuíram. Com a baixa demanda, o Governo do Estado decidiu converter grande parte dos leitos críticos Covid, do sistema público de saúde, para pacientes afetados por outras doenças. A gestão estadual também desobrigou o uso de máscaras em ambientes públicos no dia 16 de março, e em ambientes fechados nesta quarta-feira 6.

Eventos para grandes públicos também estão liberados no estado. As aulas presenciais foram retomadas em escolas e faculdades, como na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Vale salientar que é necessário apresentar o passaporte vacinal na maioria das situações, e é graças ao avanço da vacinação que a população tem se sentido mais segura no retorno à rotina. Até esta terça-feira 5, 82% do público-alvo estava completamente imunizado contra a Covid.

No entanto, mesmo com a diminuição de casos, mortes e internações, o RN ainda deve permanecer em estado de alerta. Segundo o pesquisador, professor e membro do Comitê Científico do Nordeste, José Dias do Nascimento, “estamos com indicadores em queda, com índices favoráveis e há uma certa tranquilidade. Porém, ainda há circulação [do vírus]. Apesar de todos os índices serem favoráveis, ainda temos risco epidêmico”, pontuou ele.

Para o pesquisador, é necessário que haja maior acompanhamento para, enfim, identificar o momento de transição da epidemia para uma versão endêmica. “A liberação de máscaras, eventos, volta às aulas: é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Fica complicado saber qual será o efeito nas próximas semanas. Teremos que acompanhar, em todo o estado e em Natal, qual será o avanço dos índices. Ainda estamos em uma situação de risco, pois a pandemia ainda não terminou”.

Com o início das aulas presenciais na UFRN, que coloca em circulação centenas de estudantes, o RN deve marcar a posição epidemiológica deste momento. “Temos uma média móvel de 6 solicitações diárias de leitos Covid no RN. Temos que comparar com o que vai acontecer daqui 7 ou 10 dias para entender a dinâmica causada pelo retorno de muitas atividades, além da grande parte da população já sem máscaras no dia a dia”, resumiu o pesquisador.

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