BUSCAR
BUSCAR
Saúde

Queda hormonal no climatério pode afetar intestino e metabolismo, alerta nutricionista

Especialista destaca importância da alimentação, hidratação e consumo de fibras e fitoestrógenos para manter a saúde intestinal durante o período
Por O Correio de Hoje
06/03/2026 | 14:55

A nutricionista Graça Moraes afirmou que a saúde intestinal influencia diretamente o funcionamento do organismo e pode impactar diversas áreas da saúde, especialmente entre mulheres no climatério. Ela explicou que o período pode começar por volta dos 40 anos e se estender até os 65. “A saúde intestinal, a gente diz que tudo começa por ele. Então, ele vai influenciar em todas as suas áreas da vida”, disse.

Segundo a nutricionista, durante o climatério ocorre queda dos hormônios estrogênio e progesterona, o que afeta o funcionamento do intestino. “O climatério é um período muito longo, que pode começar a partir dos 40 e chegar até os 65 anos. E nesse período, a queda dos hormônios, estrogênio e progesterona, elas têm uma influência direta, impactam diretamente no intestino. O intestino começa a funcionar lentamente”, afirmou, em entrevista à rádio 94 FM nesta sexta-feira 6.

WhatsApp Image 2026 03 06 at 14.38.35
Saúde da mulher requer atenção no climatério - Foto: Imagem criada por IA

Ela explicou que alterações nas enzimas digestivas podem comprometer a absorção de nutrientes e a eliminação de toxinas. “Se a gente não digerir bem, não absorvemos e nem eliminamos as toxinas”, afirmou. Graça Moraes destacou ainda que intolerâncias alimentares são comuns. “Principalmente, a gente tem uma grande parte da população, hoje, tem tolerância a glúten, tem alergia à proteína do leite. E essas proteínas são de difícil digestão”.

WhatsApp Image 2026 03 06 at 14.35.22
Graça Moraes: mudanças hormonais no climatério podem afetar o ritmo do intestino – Foto: YouTube / Reprodução

A nutricionista ressaltou que a alimentação é a base para a saúde intestinal, embora em alguns casos seja necessário associar suplementação. “A alimentação é a base de tudo. Mas, junto com essa alimentação, na maioria dos casos, a gente precisa também fazer uso de suplementos”, disse.

Entre os alimentos citados, Graça Moraes destacou fontes naturais de fitoestrógenos, como inhame, linhaça e outras sementes. “Por exemplo, o inhame é o primeiro da lista. Ele tem uma grande quantidade de fitoestrógenos. A linhaça é extremamente importante também”, afirmou. Ela acrescentou que “todas as sementes, principalmente linhaça, girassol, gergelim, essas sementes são fontes excelentes de fitoestrógenos”.

A especialista também orientou sobre a forma de consumo desses alimentos. “A linhaça você deve comprar em semente. Porque se você consumir tanto a linhaça como a chia sem triturar, o que vai acontecer? Essa sementinha vai passar direto pelo intestino delgado e vai ser eliminada”, explicou. No caso da chia, a recomendação é hidratar antes do consumo. “Você hidrata, fica aquele gel. Aí, essa é a melhor forma”.

Outro alimento destacado foi a banana verde, apontada como fonte de fibras e amido resistente. “A banana verde, ela traz inúmeros benefícios para a saúde. Qualquer qualidade de banana”, afirmou. Segundo ela, o alimento pode ser consumido cru ou cozido, com efeitos diferentes para o intestino. “Quando cozida, ela vai ser bom pra quem tá com diarreia. E quando crua, ela vai ser interessante pra quem tem constipação”.

Graça Moraes também mencionou práticas diárias que podem contribuir para o funcionamento do organismo, como hidratação e higiene bucal. “Depois, toma água, porque a gente passou a noite sem beber água. Precisa de água para hidratar as células e os órgãos e ajudar a melhorar esse metabolismo, eliminar as toxinas”, disse.

A nutricionista citou ainda cuidados no preparo de alimentos, como o arroz, para reduzir substâncias presentes no grão e melhorar o metabolismo da glicose. “A medida certa pra você cozinhar esse arroz é uma xícara de chá de arroz pra seis de água no mínimo, pra eliminar esse arsênio”, afirmou. Ela acrescentou que resfriar o arroz antes do consumo pode ajudar na formação de amido resistente.