A família de Arthur Kevin, criança de 2 anos que morreu após receber atendimento na UPA Nova Esperança, em Parnamirim, informou que um laudo preliminar apontou choque séptico como causa da morte. A informação foi repassada pelo advogado contratado pelos pais durante o velório, realizado no domingo 31.
O menino morreu na noite de sábado 29, depois de dar entrada na unidade com febre. A causa definitiva do óbito e as circunstâncias do atendimento ainda dependem dos exames e das apurações em andamento.

Os familiares questionam a assistência prestada e atribuem a piora do quadro a uma possível negligência médica. Essa é a versão apresentada pela família e ainda não há conclusão oficial que relacione o atendimento à morte da criança.
Choque séptico: laudo ainda não é conclusivo
Segundo o advogado da família, o resultado preliminar da Polícia Científica apontou choque séptico. Ele afirmou que aguarda um laudo conclusivo, previsto para as próximas semanas, e disse que pretende solicitar documentos sobre o atendimento e a busca por uma vaga de UTI.
Choque séptico é uma resposta grave do organismo a uma infecção e exige confirmação técnica sobre o quadro específico da criança. Até a publicação desta matéria, o laudo final não havia sido divulgado.
Família questiona atendimento
A mãe de Arthur relatou que chegou à UPA no início da tarde e que o filho passou a apresentar piora progressiva. Ela afirmou que pretende levar o caso à Justiça e citou questionamentos sobre procedimentos adotados pela equipe. Os relatos serão avaliados pelos órgãos responsáveis pela apuração.
Em reportagem publicada anteriormente pelo Agora RN, a UPA Nova Esperança afirmou que Arthur chegou com um quadro clínico de extrema gravidade e evolução rápida. Segundo a unidade, apesar dos esforços da equipe, o desfecho não pôde ser evitado.
A unidade também informou que solicitou o Serviço de Verificação de Óbito para contribuir com o esclarecimento da causa da morte. A Prefeitura de Parnamirim declarou ter determinado a apuração das circunstâncias relacionadas ao atendimento.
O que ainda será apurado
Além da causa definitiva da morte, os procedimentos adotados durante o atendimento deverão ser analisados. A abertura de apuração não representa confirmação de negligência ou de erro médico;
Atendimento e apuração
Segundo o relato já divulgado pela família, Arthur começou a apresentar febre na manhã de sábado 29. Após não apresentar melhora com a medicação administrada em casa, ele foi levado à UPA Nova Esperança no início da tarde.
Durante o atendimento, os familiares afirmam que o menino apresentou manchas pelo corpo e dificuldade para respirar. A criança foi encaminhada para intubação, mas não resistiu após uma parada cardíaca, segundo o relato dos parentes.
A direção da unidade nega negligência e sustenta que o paciente chegou em estado de extrema gravidade, com evolução rápida. A UPA informou que acionou o Serviço de Verificação de Óbito e que os procedimentos serão esclarecidos pelos exames técnicos.
O caso foi noticiado inicialmente pelo Agora RN. A unidade funciona no bairro Nova Esperança, onde a Prefeitura já divulgou medidas de reorganização do fluxo de atendimento infantil.eventuais Enquanto os laudos não forem concluídos, as versões apresentadas pela família e pela unidade de saúde serão confrontadas com os registros técnicos do atendimento. Os resultados deverão apontar o A investigação permanece em andamento.diagnóstico e ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.responsabilidades dependem das Também poderão ainda definir quais providências administrativas ou legais serão cabíveis posteriormente.conclusões técnicas e das autoridades competentes.