A um mês da eleição, o candidato do Podemos ao Senado pelo Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim, lidera a primeira opção de voto na pesquisa estimulada do Instituto Exatus, com 39,62%. A candidata do PSD, Zenaide Maia, aparece com 13,61%, seguida pela candidata do PT, Samanda de Lula, com 8,37%. Os três ocupam as primeiras posições numéricas nesse recorte do levantamento, realizado entre 31 de agosto e 3 de setembro, com 1.500 eleitores em 55 municípios potiguares.
Styvenson e Zenaide disputam a reeleição: os dois ocupam hoje as cadeiras que estão em jogo. Serão duas vagas, decididas em turno único no dia 4 de outubro — a eleição para o Senado não tem segunda rodada.

Na primeira opção, Styvenson tem vantagem de 26,01 pontos percentuais sobre Zenaide. Samanda aparece 5,24 pontos atrás da candidata do PSD e 2,32 pontos à frente de Rafael Motta, candidato do PDT, que registra 6,05%. Coronel Hélio, candidato do PL, tem 2,61%. A proximidade entre alguns desses percentuais exige considerar a margem de erro geral do levantamento, de 2,53 pontos para mais ou para menos.
Entre os demais nomes mencionados no primeiro voto, Clóvis Costa do Coletivo Nós registra 0,43%; Tércio Tinôco, 0,33%; Rosália Fernandes, 0,27%; Sandro Pimentel, 0,20%; Sônia Godeiro, 0,19%; e Professor Guilherme, 0,17%. Gari Wendell Batista (Agir), Linhares Jiboia (DC) e Luciana Mandu (PSTU) não pontuaram. As respostas nenhum, branco ou nulo somam 11,50%, enquanto 16,65% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O levantamento separa a primeira e a segunda opções para o Senado e apresenta também a soma das duas indicações. Essa distinção permite observar como a posição dos candidatos muda conforme a escolha solicitada ao eleitor. Os resultados são estimulados: os entrevistadores apresentam os nomes antes de perguntar em quem o participante votaria.
Zenaide aparece à frente no segundo voto
Na segunda opção para o Senado, Zenaide Maia apresenta o maior percentual, com 13,53%, seguida por Coronel Hélio, com 9,16%, e Rafael Motta, com 7,06%. Styvenson Valentim registra 5,44%, enquanto Samanda de Lula tem 4,62%. O quadro difere do primeiro voto, no qual Styvenson aparece à frente e Coronel Hélio ocupa a quinta posição numérica.
Tércio Tinôco tem 0,84% das indicações de segundo voto. Na sequência aparecem Sônia Godeiro, com 0,31%; Professor Guilherme, com 0,26%; Rosália Fernandes, com 0,24%; Clóvis Costa do Coletivo Nós, com 0,21%; e Sandro Pimentel, com 0,18%. Luciana Mandu registra 0,09%, e Gari Wendell Batista, 0,07%.
A ausência de uma indicação de candidato é mais frequente na segunda opção. Nesse recorte, 34,90% não souberam ou não responderam, ante 16,65% no primeiro voto. Outros 23,09% escolheram nenhum, branco ou nulo. Juntas, as duas categorias representam 57,99% das respostas à pergunta sobre a segunda escolha, sem que isso signifique que todos esses entrevistados estejam indecisos.
Styvenson e Zenaide têm os maiores percentuais na soma
Vale um esclarecimento antes dos números: embora a pesquisa pergunte primeira e segunda opção separadamente, as duas escolhas valem o mesmo na hora de apurar. Serão eleitos os dois candidatos com mais votos no total, sem que importe em qual das duas posições o eleitor os colocou.
Na soma da primeira e da segunda opções, Styvenson Valentim registra 45,06%, seguido por Zenaide Maia, com 27,14%. Rafael Motta aparece com 13,11%, Samanda de Lula tem 12,99%, e Coronel Hélio, 11,77%. A diferença numérica entre Rafael e Samanda é de apenas 0,12 ponto percentual, enquanto os dois estão separados de Coronel Hélio por 1,34 e 1,22 ponto, respectivamente.
Se as urnas repetissem esse desenho, os dois primeiros colocados voltariam ao Senado — ou seja, Styvenson e Zenaide seriam reeleitos, conforme a leitura da própria Exatus.
Os resultados mostram composições distintas entre os candidatos. Styvenson reúne 39,62% na primeira escolha e 5,44% na segunda. Zenaide apresenta percentuais próximos nos dois recortes: 13,61% e 13,53%. Rafael soma 6,05% e 7,06%; Samanda, 8,37% e 4,62%; e Coronel Hélio, 2,61% e 9,16%.
Entre os demais concorrentes, Tércio Tinôco totaliza 1,17%; Clóvis Costa do Coletivo Nós, 0,64%; Rosália Fernandes, 0,51%; Sônia Godeiro, 0,50%; Professor Guilherme, 0,43%; e Sandro Pimentel, 0,38%. Luciana Mandu aparece com 0,09%, e Gari Wendell Batista, com 0,07%.
O indicador corresponde à soma das menções nas duas perguntas e não precisa totalizar 100%. Pelo mesmo critério, nenhum, branco ou nulo soma 34,59 pontos percentuais, e não sabe ou não respondeu, 51,55 pontos. Esses totais não representam proporções de pessoas distintas, pois um mesmo entrevistado pode integrar a mesma categoria nas duas respostas.
Samanda e Styvenson registram os maiores índices de rejeição
Na pergunta sobre em qual candidato o eleitor jamais votaria para o Senado, Samanda de Lula apresenta o maior percentual numérico, com 10,10%, seguida por Styvenson Valentim, com 7,46%. Coronel Hélio registra 4,51%, Zenaide Maia tem 3,15%, e Rafael Motta, 1,96%. A diferença entre Samanda e Styvenson é de 2,64 pontos; considerados os intervalos da margem de erro geral, os dois se sobrepõem.
Clóvis Costa do Coletivo Nós aparece com 1,16% de rejeição, e Gari Wendell Batista, com 0,87%. Sandro Pimentel registra 0,40%, enquanto Rosália Fernandes e Sônia Godeiro têm 0,33% cada. Luciana Mandu soma 0,28%; Linhares Jiboia e Professor Guilherme, 0,26% cada; e Tércio Tinôco, 0,23%.
A parcela que declarou não rejeitar nenhum dos nomes apresentados corresponde a 36,14% dos entrevistados. Outros 7,52% afirmaram rejeitar todos, e 25,04% não souberam ou não responderam. O indicador mede uma recusa declarada e deve ser lido separadamente da intenção de voto: não rejeitar um candidato não significa necessariamente escolhê-lo.
Metodologia
A pesquisa foi contratada pelo Grupo Agora RN, que edita os jornais Agora RN e O Correio de Hoje. É a primeira rodada do instituto depois do início oficial da campanha, em 16 de agosto, e da entrada da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, em 28 de agosto.
A Exatus ouviu 1.500 eleitores aptos a votar no Rio Grande do Norte entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026. As entrevistas abrangeram 55 municípios, distribuídos por 11 regiões geográficas imediatas. A margem de erro informada é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os resultados foram ponderados por sexo, idade, escolaridade, renda e região geográfica imediata. Segundo o relatório, o controle de qualidade incluiu a reaplicação de aproximadamente 15% das entrevistas. O documento informa os registros RN-03924/2026 e BR-03775/2026.
Fonte do acréscimo: O Correio de Hoje, edição nº 130, páginas 1 e 3.