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Opinião
Sociólogo potiguar faz apelo contra a abstenção do voto durante o 2º turno
Para ele, trata-se de um pleito tão importante que institutos de pesquisa e marqueteiros como são conhecidos precisarão se reinventar depois dessas eleições
Redação
15/10/2018 | 12:57

O sociólogo Rinaldo Barros tem um longo currículo e serviços prestados ao RN. Graduação em Ciências Sociais pela UFRN, mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná, ele faz um apelo para que os potiguares não se furtem em escolher um nome nas eleições de segundo turno, em 28 de outubro.

Para o professor, trata-se de um pleito tão importante que institutos de pesquisa e marqueteiros como são conhecidos precisarão se reinventar depois dessas eleições. “Foram as eleições das redes sociais e não deles”, resume o sociólogo.

Para Barros, ficou claro mais uma vez que o eleitorado continua inserido em bolhas que se comunicam apenas entre si, evitando um debate que poderia ser enriquecedor desde que os dois se tolerassem, o que não está acontecendo.

Mesmo assim, ele admite, não se trata de fenômeno novo e nem estranho quando a pauta é a conquista do poder pelas eleições. “Acontece no mundo inteiro e não é de hoje”, lembra o especialista.

Sobre a troca de farpas entre petistas e bolsonaristas, com acusações mútuas de “fascistas”, o sociólogo diz que se trata aqui de uma terminologia que as pessoas precisam dominar melhor, “uma vez que a legislação trabalhista brasileira, oriunda do regime de Mussolini – este sim fascista – vem sendo defendida pelos petismo e, portanto, pela esquerda brasileira, que acusa seus adversários atuais de fascistas”.

Nesse “imbróglio” ideológico, na opinião do sociólogo, é que nascem as mistificações que atrapalham a boa informações e favorecem as chamadas fake News ou notícias falsam que brotam na internet.

“O que a grande maioria da população quer é emprego, dinheiro no bolso, que os filhos estejam em casa às 10 da noite e pouca gente se importa com ideologia de gênero e outras pautas que não fazem parte da suas preocupações”, lembra.

Segundo ele, essas e outras questões estariam na base da dianteira do candidato Jair Bolsonaro e não devem ser revertidas no curtíssimo espeço de tempo que nos separam do segundo turno das eleições.

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