BUSCAR
BUSCAR
Caso Master

Defesa de Vorcaro cita falhas e pede ao STF revogação da prisão preventiva

Advogados pedem medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, e sustentam que a prisão preventiva deve ser reavaliada pelo Supremo
Agora RN
18/09/2026 | 10:52

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva e a substituição da medida por cautelares, como tornozeleira eletrônica. O requerimento foi apresentado nesta quinta-feira 18 no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Os advogados sustentam que a prisão deve ser revogada por quatro razões: falta de revisão periódica da medida, uso de mensagens anteriores à investigação, ausência de denúncia formal e perda de condições para interferir na apuração. O pedido ainda cita a vista do ministro Flávio Dino como fundamento para que Fachin examine a custódia.

Daniel Vorcaro em fotografia de camisa branca
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, em foto usada para ilustrar o pedido da defesa ao STF — Foto: Reprodução

A primeira alegação é de que o Supremo não reavaliou a necessidade da prisão nos prazos de 90 dias previstos no Código de Processo Penal. A defesa afirma que, como a medida foi decretada em 4 de março, seriam necessárias novas decisões fundamentadas em junho e agosto para manter a custódia.

Os advogados também contestam o uso de supostas ameaças na decisão que levou Vorcaro à prisão. Segundo a petição, as mensagens mencionadas pela Polícia Federal foram trocadas entre abril de 2024 e julho de 2025, antes da investigação, e tratariam de conflitos pessoais sem ligação com o caso Banco Master. Ao pedir a prisão, a PF apontou risco concreto para as apurações.

Outro argumento é que o ex-banqueiro permanece com a liberdade restringida sem denúncia do Ministério Público. A defesa soma o período de prisão domiciliar e o da atual prisão preventiva e afirma que a medida cautelar não pode se transformar em antecipação de pena.

Por fim, os advogados dizem que Vorcaro não teria meios de interferir nas investigações. De acordo com a defesa, o Banco Master está em liquidação extrajudicial, o ex-banqueiro foi afastado da administração e contas, bens e ativos dele e de familiares foram bloqueados por decisões judiciais.

Leia também:
Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o País antes de ser preso
STF tem maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro e aliados

O pedido de vista de Dino foi feito na sessão de terça-feira 15 que discutia questões relacionadas ao relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. A vista interrompeu o julgamento. Para a defesa, a suspensão deixou sem definição a autoridade responsável pela revisão da prisão preventiva.

Pedido de vista é o mecanismo pelo qual um ministro solicita mais tempo para analisar um processo antes de votar. A defesa encaminhou a solicitação a Fachin por ele presidir a Corte e ter recebido os autos.

Vorcaro foi preso preventivamente em março, por decisão do STF a pedido da Polícia Federal.
Fachin ainda não decidiu o novo pedido da defesa.