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Eleições 2026

Kalil cobra ligação de Lula e diz que não ficará “igual mulherzinha” esperando

Candidato ao Governo de Minas Gerais apoiou o petista em 2022, mas afirma não ter recebido contato do presidente durante o atual mandato
Redação
14/08/2026 | 15:41

O candidato ao Governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira 13 pela falta de contato durante o atual mandato presidencial. Em entrevista ao SBT News, o ex-prefeito de Belo Horizonte afirmou que esperava uma ligação do petista, mas não pretende continuar aguardando a iniciativa.

“Eu acho que não custava nada uma ligação do presidente Lula, mas também eu não vou ficar igual mulherzinha aqui, querendo telefonema de homem, também porque não é muito o meu papel”, afirmou.

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Alexandre Kalil criticou a falta de contato do presidente Lula após a aliança política firmada nas eleições de 2022 Foto: Amira Hissä/PDT

A declaração expõe o afastamento entre Kalil e Lula após a aliança construída para as eleições de 2022. Naquele ano, o então candidato ao Governo de Minas Gerais apoiou o petista na disputa presidencial e recebeu o respaldo de Lula na corrida estadual.

Kalil disputou o governo mineiro pelo PSD, mas foi derrotado no primeiro turno pelo governador Romeu Zema (Novo), reeleito para o cargo. Lula, por sua vez, venceu a eleição presidencial e iniciou o terceiro mandato em janeiro de 2023.

Kalil reclama de afastamento após eleição de 2022

Desde a eleição, Kalil demonstra insatisfação com a ausência de uma aproximação política do Palácio do Planalto. O incômodo aumentou diante da preferência inicial de Lula pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco como possível candidato ao Governo de Minas Gerais em 2026.

A desistência de Pacheco de concorrer ao cargo voltou a colocar Kalil entre as alternativas para a construção de um palanque ligado à candidatura presidencial do petista no Estado. As negociações, porém, não produziram uma aliança no primeiro turno.

Em julho, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou ao SBT News que Kalil ficou “muito machucado” com o tratamento recebido e com a preferência dada a Pacheco. Segundo Lupi, a situação provocou um processo de “incompreensão mútua” entre o candidato mineiro e Lula.

O PDT tentou aproximar Kalil do presidente e articular uma aliança com o PT em Minas Gerais. O entendimento não avançou, e os partidos decidiram apresentar candidaturas próprias ao governo estadual.

Disputa pelo palanque de Lula em Minas Gerais

A dificuldade para organizar uma aliança em Minas integra os impasses enfrentados por Lula na formação de palanques nos principais colégios eleitorais. O Estado possui o segundo maior eleitorado do Brasil e ocupa tradicionalmente uma posição estratégica nas disputas presidenciais.

Kalil chegou a declarar anteriormente que mantinha boa relação com Lula e que poderia conversar diretamente com o presidente, sem a necessidade de intermediários. Também deixou em aberto a possibilidade de apoiar o petista em um eventual segundo turno contra um candidato do campo bolsonarista.

Na campanha atual, no entanto, o pedetista evita antecipar seu voto para a Presidência da República. Durante outra sabatina realizada nesta quinta-feira 13, Kalil afirmou que não rompeu politicamente com Lula, mas não revelou quem apoiará no primeiro turno.

O candidato tenta apresentar-se como uma alternativa independente na disputa mineira. Antes de ingressar no PDT, Kalil foi prefeito de Belo Horizonte por dois mandatos, entre 2017 e 2022, e presidiu o Atlético-MG.

A nova crítica ocorre em meio às tentativas das campanhas presidenciais de consolidar apoios em Minas Gerais. Embora Kalil tenha apoiado Lula em 2022, a ausência de contato durante o mandato e as divergências sobre a candidatura estadual deixaram a relação entre os dois mais distante.