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Política

João Maia diz que Allyson “caiu no gosto do povo” e vê vitória em 1º turno

Deputado federal afirma que, além de ser popular, ex-prefeito de Mossoró reúne hoje a maior estrutura partidária do Estado, com oito partidos
Redação
06/06/2026 | 05:33

O deputado federal João Maia, presidente estadual do PP, afirmou nesta quinta-feira 5 que o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) consolidou-se como principal nome da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e pode vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Em entrevista ao programa Meio-Dia TCM, da rádio 95 FM Mossoró, o parlamentar avaliou que o pré-candidato “caiu no gosto do povo”, ampliou sua presença em todas as regiões do Estado e conseguiu reunir uma estrutura partidária considerada robusta para a disputa de 2026.
“Por onde eu ando, o que eu vejo é que, diferentemente das outras eleições, hoje a chapa majoritária parece mais definida. Allyson caiu meio que no gosto do povo. Aonde ele chega, o povo vai para cima dele”, afirmou.
O deputado relatou que acompanhou o ex-prefeito mossoroense em diferentes regiões do Estado e identificou receptividade semelhante em locais distantes entre si. “Estou dizendo porque andei com ele no Seridó, no Oeste, em Natal, no Agreste. As pesquisas internas mostram isso. Ele tem hoje uma capilaridade muito grande”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, Allyson também conseguiu superar uma fragilidade que existia no início do processo político, quando era visto como um nome com forte apelo popular, mas sem uma base partidária consolidada. “Ele era o mais frágil porque tinha esse apelo popular, como jovem, inovador, mas não tinha uma estrutura partidária. Hoje ele tem a maior estrutura partidária. Isso é uma coisa impressionante”, disse.
Até agora, a pré-candidatura do ex-prefeito de Mossoró tem apoio de oito partidos: União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, Solidariedade, PRD e Avante.
A percepção do deputado é que essa combinação entre popularidade e estrutura política cria condições para uma vitória ainda na primeira etapa da eleição. “Eu diria para você que a tendência é de primeiro turno. Não é vontade minha não. É análise fria. Grande chance de não ter segundo turno”, afirmou.
Em tom de brincadeira, João Maia contou que ouviu recentemente uma crítica de um adversário político segundo a qual Allyson não chegaria ao segundo turno. “Alguém disse assim: ‘Allyson não vai para o segundo turno’. Eu disse: ‘Está aí, concordo com você. Não vai ter’”, declarou.
O deputado também avaliou que, mesmo se houver segundo turno, Allyson teria a vantagem competitiva de atrair os votos dos eleitores do candidato que ficar de fora, seja o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ou o ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT). “Se for com o PL, para onde vai o eleitor do PT? Vai votar no PL? Se fosse o PT, para onde vai o eleitor do PL? Então as coisas se juntam muito favoráveis a Allyson”, avaliou.

Senado

Ao comentar a disputa para o Senado, João Maia avaliou que a senadora Zenaide Maia (PSD) aparece em posição confortável na corrida pela reeleição e afirmou que a estratégia do grupo político de Allyson de trabalhar com apenas uma candidatura ao Senado tende a beneficiar tanto a parlamentar quanto a candidatura ao Governo.
Segundo ele, a existência de apenas um nome para a vaga dentro da aliança facilita a composição dos votos dos eleitores. “Muita gente vai votar em Styvenson Valentim e Allyson, e vai votar em outro senador e Allyson. Eu acho que facilita a vida dele”, afirmou.
Questionado sobre a retirada do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (União) das articulações para o Senado, João Maia afirmou que não participou das negociações que levaram ao desfecho. “Essa discussão se deu com José Agripino, com Antonio Rueda. Eu não participei dessa discussão”, disse.
João Maia também fez uma análise sobre a pré-candidatura da vereadora de Natal Samanda Alves (PT) ao Senado. Embora tenha elogiado a parlamentar, afirmou que ela enfrenta um desafio relacionado ao grau de conhecimento popular. “É uma boa pessoa. Mas Samanda tem uma dificuldade. Se ela andar sozinha na feira do Alecrim, as pessoas não sabem quem ela é”, afirmou.

João Maia Dep. Federal RN (5)
Deputado avalia que, mesmo se 2º segundo turno, Allyson poderia atrair os votos dos eleitores de Álvaro Dias ou Cadu Xavier - Foto: José Aldenir

Influência dos jovens

João Maia também chamou atenção para um fenômeno que, segundo ele, vem sendo apontado pelas pesquisas qualitativas realizadas para as eleições de 2026: a crescente influência dos jovens na definição do voto das famílias.
De acordo com o parlamentar, a lógica tradicional, em que os pais orientavam politicamente os filhos, estaria se invertendo. “Hoje nós temos dois fenômenos importantíssimos. O jovem que acessa a rede social direto tem mais influência no voto do pai do que o contrário”, afirmou.
Segundo ele, a familiaridade dos mais jovens com redes sociais e plataformas digitais faz com que tenham acesso a mais informações e passem a influenciar diretamente o ambiente familiar. “Antigamente o pai de família chamava a família e definia o voto. Hoje é mais fácil o menino ou a menina definir o voto da família”, disse.
Outro aspecto observado nas pesquisas, segundo João Maia, é o comportamento pragmático de parte do eleitorado próximo ao dia da votação. “As pessoas sabem a importância do voto delas. Então, elas não gostam de votar em quem vai perder”, afirmou.

Federação União-PP ainda busca nomes para fechar nominata

Ao tratar da disputa proporcional, João Maia afirmou que a eleição para deputado federal deverá ser mais difícil do que a de 2022, em razão da concentração de candidaturas competitivas.
Segundo ele, a existência de apenas três grandes nominatas torna a disputa mais acirrada. Os grupos citados por João Maia são a federação União Progressista (formada por União Brasil e PP), a federação Brasil da Esperança (formada por PT, PCdoB e PV) e pelo PL. “Hoje só tem três nominatas. São 27 candidatos disputando oito vagas. É quase uma eleição majoritária”, afirmou.
O parlamentar reconheceu que a federação União Progressista ainda trabalha para concluir sua chapa de candidatos à Câmara Federal, especialmente em relação ao preenchimento das vagas femininas exigidas pela legislação eleitoral. “Nós precisamos, no mínimo, de mais duas mulheres. É isso que estamos discutindo”, revelou.
João Maia citou como principais nomes da chapa os atuais deputados federais João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio, além do ex-deputado estadual Kelps Lima e da influenciadora Leila Maia. “Nós três temos muito serviço prestado no Estado inteiro. Kelps vem com uma posição competitiva, é agressivo, vai para cima. E Leila Maia pode ser uma grande surpresa”, afirmou.