Candidato a governador pelo PRTB, o bispo Heró Bezerra criticou os adversários Carlos Eduardo Alves (PDT), Fátima Bezerra (PT) e Robinson Faria (PSD), que lideram a corrida eleitoral, por não terem promovido, segundo ele, ações de desenvolvimento econômico e social no Estado – apesar de já exercerem cargos públicos.
“Minha candidatura parte do inconformismo com o atual quadro político do Rio Grande do Norte. Quero, com o meu governo, passar a limpo o Estado”, disse Heró, em entrevista à rádio 94 FM.

O candidato também criticou a desigualdade nas estruturas de campanha ao Governo. Ele vociferou contra os sete segundos que dispõe no espaço de propaganda gratuita no rádio e na televisão. “Tenho pouco espaço, mas estou recebendo o incentivo do público. Isso me motiva e me encoraja”, comentou.
Heró Bezerra criticou a gestão a gestão do governador Robinson Faria, que é candidato à reeleição. O candidato do PRBT condenou a incapacidade administrativa do atual chefe do Executivo. “É um governador que faria e não fez. Não cumpriu as promessas feitas ao Rio Grande do Norte. A visão que tenho dele é negativa”, afirmou.
Com relação à senadora Fátima Bezerra, Heró Bezerra argumentou que ela pouco fez pelo desenvolvimento estrutural do Rio Grande Norte. “Ela passa mais tempo em defesa do PT e criticando o ‘golpe’ [impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016]. Isso é triste e lamentável. O espaço que nós temos no Senado deveria ser para defender do nosso Estado, mas não é o acontece”, avaliou o bispo.
Já sobre o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, Heró Bezerra questionou a renúncia do pedetista ao cargo no Executivo municipal. De acordo com ele, Carlos descumpriu uma promessa de campanha. “As pessoas estão descrentes com relação a Carlos Eduardo Alves. Ele se elegeu prefeito prometendo que iria cumprir ao mandato, mas acabou traindo a população de Natal. Agora, ele quer ser governador. Será que também não vai entregar o cargo? O comportamento dele não é aceito pela população”, indagou.
Heró Bezerra, caso eleito, promete dar maior atenção ao setor de segurança pública. Segundo ele, falta maior diálogo entre as forças de defesa do Estado. Um dos projetos de campanha dele é o programa “Elefante Seguro”. A ideia é reforçar – com aumento de efetivo policial e instalação de barreiras – as divisas do Rio Grande do Norte. Além disso, ele também projeta a realização de concurso público para a Polícia Militar. “Precisamos aumentar o número de policiais militares. Nosso efeito é baixo. Meu projeto é contratar 500 policiais por ano”, finalizou.
Outra promessa de campanha dele é melhorar o serviço de transporte público na Grande Natal. Ele planeja a realização de licitações públicas para a abertura de linhas e integrar melhor a região.