O governo dos Estados Unidos se manifestou nesta quinta-feira 18 em defesa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo.
Em nota atribuída a um porta-voz do Departamento de Estado, a administração americana afirmou que a condenação representa mais um episódio de um suposto padrão de perseguição política e jurídica contra opositores no Brasil. Segundo a manifestação, divergências políticas devem ser resolvidas por meio das eleições e não por condenações judiciais.

A declaração foi divulgada inicialmente pela agência Reuters e confirmada por veículos da imprensa brasileira. O Departamento de Estado é comandado pelo secretário Marco Rubio, integrante do governo do presidente Donald Trump.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF sob a acusação de articular, junto a integrantes do governo dos Estados Unidos, a adoção de sanções contra ministros da Corte brasileira.
A decisão também repercutiu durante a cúpula do G7, realizada na França. Na quarta-feira 17, Donald Trump comentou o caso ao ser questionado por jornalistas. O presidente americano afirmou ter sido informado sobre a situação de “Bolsonaro Jr.”, mas acabou confundindo Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo partido como pré-candidato à Presidência da República.
Durante a mesma entrevista, Trump classificou o cenário político brasileiro como “complicado” e disse que o país vive um momento de tensão política.
As declarações ampliam a repercussão internacional da condenação de Eduardo Bolsonaro e acrescentam um novo elemento às discussões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.