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Segurança

Segurança de André Mendonça é reforçada após caso Master

André Mendonça reforça segurança após assumir relatoria do caso Master no STF
Por O Correio de Hoje
17/06/2026 | 16:19

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a contar com um esquema de segurança reforçado após assumir a relatoria das investigações relacionadas ao caso Master. A decisão foi tomada com base em uma avaliação interna da Corte que identificou aumento no risco à integridade física do magistrado.

Além do processo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Mendonça também conduz o inquérito que apura fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), outro caso de grande repercussão política.

Mendonça foto Antonio Augusto STF
Ministro do STF é responsável por casos ruidosos, como Master e INSS - Foto: Antônio Augusto / STF

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a ampliação das medidas de proteção inclui maior número de agentes de segurança, presença mais ostensiva de policiais em compromissos públicos, utilização de equipamentos específicos e monitoramento constante de eventuais ameaças.

Durante sessão da Segunda Turma do STF realizada nesta terça-feira 16, quando o colegiado manteve a decisão que determinou as prisões de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e de Felipe Cançado, primo do ex-banqueiro, Mendonça comentou os riscos relacionados à condução do processo.

“Talvez seja simples acabar com a investigação. Talvez basta algum desses atentar contra a integridade física do relator. O polo mais frágil sou eu”, afirmou o ministro, em referência às suspeitas de ligação do grupo investigado com milícias privadas, conforme apontam investigações da Polícia Federal.

Pessoas próximas ao tribunal relataram à Folha de S.Paulo que a rotina do ministro foi alterada tanto no STF quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ocupa a vice-presidência, além de outros compromissos públicos. As situações que motivaram o reforço na segurança, porém, não foram detalhadas.

A definição do novo esquema envolve a Secretaria de Polícia Judicial e a Presidência do STF, atualmente comandada por Edson Fachin, além da equipe do gabinete do ministro. Nem o Supremo nem a assessoria de Mendonça comentaram oficialmente o assunto.