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Eleição nos EUA

Trump diz que EUA vão encerrar ajuda anual de US$ 4 bilhões a Israel no fim de 2026

Presidente afirma ter acertado suspensão com Netanyahu, mas não detalha financiamento atingido; acordo militar de US$ 3,8 bilhões anuais vigora até 2028
Agora RN
03/11/2026 | 13:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira 3 que acertou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o encerramento de aproximadamente US$ 4 bilhões anuais em ajuda ao país. Segundo o republicano, os repasses serão interrompidos no fim de dezembro, mas Israel poderá continuar comprando armamentos americanos.

Em entrevista por telefone, Trump disse que a decisão foi negociada meses atrás. Ele argumentou que Israel já não depende da assistência e relacionou o financiamento às críticas feitas por democratas e políticos de esquerda ao Partido Republicano.

Donald Trump, presidente dos EUA, anuncia fim de US$ 4 bilhões em ajuda a Israel
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pronunciamento — Foto: Reprodução/Internet — Reprodução/Internet

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“Agora, quanto aos pagamentos a Israel, Bibi e eu fizemos um acordo. Damos a Israel US$ 4 bilhões por ano e, meses atrás, acertamos que vamos interromper isso”, afirmou, usando o apelido de Netanyahu.

“Já concordamos que, até o fim deste ano, deixaremos de pagar Israel. Agora, ajudaremos Israel se precisar”, acrescentou.

Trump não especificou qual modalidade de financiamento será atingida nem explicou como o encerramento dos repasses será implementado. O anúncio foi feito no dia das eleições legislativas americanas, que definirão a composição do Congresso para os próximos dois anos.

A declaração ocorre enquanto permanece em vigor um memorando de entendimento que prevê US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar americana a Israel. Firmado em 2016, durante o governo do então presidente Barack Obama, o acordo estabeleceu US$ 38 bilhões ao longo de dez anos e tem término previsto para 2028.

O valor desse compromisso é diferente dos US$ 4 bilhões citados por Trump. Já havia conversas sobre o futuro da cooperação após o vencimento do memorando, mas o presidente não detalhou como sua declaração se relaciona com as obrigações previstas até 2028.

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Ao falar sobre a continuidade da relação militar, Trump afirmou que Israel poderá adquirir equipamentos dos Estados Unidos. O modelo descrito pelo presidente distingue a assistência financiada pelo governo americano da compra de armamentos com recursos israelenses.

“Eles podem comprar o que quiserem. Podem comprar o que quiserem. A Europa também. Fabricamos as melhores armas do mundo”, declarou.

Israel é o país que mais recebeu assistência externa dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com aproximadamente US$ 308 bilhões. Também está entre os principais compradores de equipamentos militares americanos.

Netanyahu já havia defendido a redução da dependência israelense da ajuda externa. Em entrevista concedida em maio, o primeiro-ministro disse esperar que o país se tornasse independente do apoio militar americano em uma década.

Em uma carta enviada a um congressista dos Estados Unidos em junho, Netanyahu afirmou que havia chegado o momento de Israel “deixar de ser beneficiário de ajuda e passar a ser parceiro”.

O apoio financeiro ao país também integra o debate político americano em meio à guerra na Faixa de Gaza. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac realizada em junho apontou que 48% dos eleitores consideravam excessivo o apoio dos Estados Unidos a Israel, percentual que chegava a 66% entre democratas.

Quando a pergunta foi feita pela primeira vez, em 2017, esses índices eram de 16% entre o conjunto dos eleitores e de 20% entre democratas. Durante a entrevista desta terça-feira, Trump afirmou que a assistência se tornou um argumento utilizado por adversários contra os republicanos.

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