Um grupo armado não identificado sequestrou na noite desta segunda-feira (21) três estrangeiros e uma cidadã local em um complexo hoteleiro na ilha de Samal, no sudeste das Filipinas, informaram nesta terça fontes do Exército do país asiático.
O grupo de 11 atiradores deixou o local em um barco motorizado levando uma filipina que até o momento não foi identificada, dois canadenses, John Ridsel e Robert Hall, um norueguês, Kjartan Sekkingstad, gerente do hotel em que ocorreu a ação.

Segundo a polícia, os criminosos também tentaram sequestrar uma cidadã americana e seu parceiro japonês que estavam em um iate atracado no local, mas o casal resistiu e conseguiu fugir com ferimentos leves.
Ao tomar conhecimento do crime, as autoridades iniciaram uma busca com aviões e helicópteros nas áreas costeiras do golfo de Davao. Nenhuma facção local assumiu a autoria do sequestro.
“Infelizmente, o tempo que os sequestradores tiveram [para fugir] e a escuridão da noite encobriram seu paradeiro”, disse em Manila o porta-voz do Exército, coronel Restituto Padilla.
A ilha de Samal, no sudeste de Mindanao, é um popular destino turístico entre locais e estrangeiros. Isolada do governo, a região se tornou um foco de ação de sindicatos clandestinos e grupos radicais comunistas e islamitas.
Entre esses grupos estão os radicais islâmicos do Abu Sayyaf, um dos mais ativos nos últimos anos e responsável pelo sequestro de vários turistas. O Abu Sayyaf é vinculado à rede terrorista Al-Qaeda e foi criado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética.