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Agronegócio

China abre mercado para frutas do Brasil

País asiático publica exigências sanitárias para polpas e frutas congeladas e libera início do processo de habilitação de exportadores brasileiros
Por O Correio de Hoje
29/07/2026 | 13:31

A China avançou na ampliação do acesso de produtos agroindustriais brasileiros ao seu mercado ao disponibilizar os procedimentos necessários para a importação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A medida, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), permite que empresas brasileiras iniciem o processo de habilitação para exportar ao país asiático, maior parceiro comercial do Brasil. A expectativa do setor é de ampliação das oportunidades para a indústria de processamento de frutas, especialmente em um segmento no qual o Brasil figura entre os principais produtores mundiais.

O avanço ocorreu após a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) incluir em seu sistema o modelo de certificado sanitário que acompanhará os embarques brasileiros. Com isso, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no sistema China Import Food Enterprise Registration (Cifer), etapa obrigatória para acessar o mercado chinês. A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas como alimentos pelas autoridades chinesas, entre elas açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá, além de outras frutas autorizadas para consumo humano no país.

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Governo chinês autorizou importação de polpas de frutas do Brasil, com destaque açaí (foto), manga, goiaba, abacaxi e maracujá, minimizando tarifaço no setor - Foto: marcelo camargo / agência Brasil

A avaliação ocorre em um momento em que Trump considera intensificar a campanha militar contra o Irã. A conclusão de que o líder supremo pode estar disposto a buscar uma bomba atômica daria um argumento adicional para uma escalada do conflito.

Embora autoridades americanas insistam que Teerã ainda não tomou medidas para reiniciar seu programa nuclear, o Irã adotou algumas iniciativas para preservar seus ativos nucleares após os ataques dos EUA às principais instalações nucleares no ano passado ou durante as pausas nos combates da guerra atual.

O registro deverá ser solicitado diretamente pelas empresas exportadoras, responsáveis pela apresentação da documentação técnica exigida pelas autoridades chinesas. Após a análise e aprovação pela GACC, cada estabelecimento receberá um número de registro, condição indispensável para realizar embarques ao mercado chinês. As exportações também dependerão da emissão do certificado sanitário oficial acordado entre os governos do Brasil e da China, além do cumprimento das exigências sanitárias e aduaneiras vigentes. Para frutas ainda não reconhecidas como alimentos na legislação chinesa, permanecem válidos procedimentos regulatórios específicos para novos produtos.

A abertura ocorre em um momento de fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e amplia o portfólio de produtos agroindustriais brasileiros aptos a acessar o mercado chinês. Nos últimos anos, Brasil e China firmaram protocolos para diversos produtos do agronegócio, incluindo carnes, gergelim, sorgo e subprodutos agrícolas. Para o setor de frutas processadas, a nova habilitação cria perspectivas de expansão das exportações, agregação de valor à produção nacional e diversificação dos destinos comerciais, em um mercado de elevada demanda por alimentos industrializados e de maior valor agregado.