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Ocorrências
Rio Grande do Norte registra média de 300 novos casos de hanseníase ao ano
Rio Grande do Norte registrou, em 2018, 254 novos casos de hanseníase, doença popularmente conhecida como 'lepra'
Redação
12/07/2019 | 11:05

O Rio Grande do Norte registrou, em 2018, 254 novos casos de hanseníase, doença popularmente conhecida como “lepra”. Com esse número, o estado potiguar manteve uma média de 200 a 300 novos ocorrências por ano, segundo dados estaduais.

De acordo com a subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Norte, os números ainda preocupam e requerem atenção da população e dos agentes de saúde.

“No ano passado, nós tivemos 254 casos notificados, dos quais nós conseguimos obter em todo o estado uma média de 81,6% de cura desses casos, fora os contatos examinados que também, na maioria das regiões de saúde, foi satisfatório. Nos preocupar, sempre irá nos preocupar, porque é um agravo milenar e de notificação compulsória, porém dentro do quadro que o estado apresenta nos últimos cinco anos, se mantém dentro mesmo quantitativo”, divulgou a subcoordenadoria.

A transmissão da doença ocorre por gotículas de saliva, presentes na fala e na respiração, de uma pessoa doente e que conviva há anos com uma não doente. Vale ressaltar que a transmissão pode ser interrompida com medicação e tratamento correto.

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A dona de casa Valdilene Cardoso da Silva, de 40 anos, do bairro Felipe Camarão, identificou a hanseníase ainda no início da infecção, mas relata que se preocupou com danos físicos ao descobrir uma gravidez durante o tratamento. Hoje está curada e sem sequelas.

“Eu morava na casa de uma tia minha, que tinha muita gente e eu sempre via eles com a pele manchada. Mas só que eu achava que pudesse ser “pano branco”. Só que pano branco coça, né? E essa mancha que eu via em minha pele era uma mancha que não doía, que não coçava, nem nada. Aí eu fui pra médica e ela falou (o diagnóstico de hanseníase). Ai eu comecei o tratamento, só que no terceiro mês eu parei porque eu engravidei. Só que eu voltei na médica e ela falou: ‘isso não tem nada a ver com a gravidez. Você pode tomar esse remédio, não te vai prejudicar em nada, continue o tratamento’. Aí passei seis meses (no tratamento) e me curei”.

A hanseníase é um dos problemas de saúde pública que atinge cerca de 150 países em todo o mundo. O Brasil, que chegou a registrar 26.875 novos casos somente em 2017, ainda luta para deixar a incômoda segunda posição deste ranking. O conhecimento das causas e sintomas, unidos a um diagnóstico precoce, pode evitar o avanço da doença e possíveis sequelas, que vão desde a perda de sensibilidade até a deformação de membros como mãos e pés.

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