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Zeca Melo: “Descontrole dos poderes leva ao aumento de impostos”

Economista e superintendente do Sebrae afirma que Estado precisa discutir com firmeza corte de gastos para evitar o pior
Redação
08/10/2015 | 12:27

Para o economista Zeca Melo, superintendente do Sebrae, “a situação do Rio Grande do Norte é dramática, do ponto de vista do poder executivo”. Foi o que afirmou hoje, durante entrevista ao Jornal da Cidade, da FM 94. Zeca participou, na segunda-feira, de um encontro com o governador Robinson Faria, que explanou a situação financeira do estado. O economista defendeu “uma discussão mais firme sobre o custo dos poderes”.

“Eu acho que precisa haver uma discussão mais firme de quanto custa os poderes, precisa mesmo haver essa discussão, e eu acho que há um sinal positivo da Assembleia Legislativa”, frisou, se referindo aos cortes anunciadas em entrevista ao Agora RN pelo secretário-geral da Assembleia Legislativa, Augusto Carlos Viveiros.

“Natal RN nunca voltará a ser tão vista no mundo todo”, diz zeca melo.

Sobre o executivo estadual, Zeca explicou: “Não tem muito o que cortar. A informação que nos passam é que cargo comissionado, que é uma coisa que todo mundo questiona, mas o cargo comissionado representa menos de 1%, com uma remuneração baixíssima, abaixo dos secretários que já não ganham lá essas coisas, que é 14 mil reais o salário de um secretário”.

Ainda de acordo com Zeca, “essa máquina voraz e descontrolada dos demais poderes e de outros gastos que não estão vinculados a operação do executivo é que forçam esse tipo de medidas (aumento de impostos), que são medidas antipáticas e que não podem ter o apoio da classe empresarial do estado”, afirmou, no tocante à necessidade de o Estado ter de aumentar impostos para fazer frente à escassez de recursos. “Isso aí ficou claro na reunião com o governador Robinson”.

“Ou a gente entra, toma consciência dessa gravidade da crise que passa o Rio Grande do Norte, para a gente ter noção e ter objetividade para racionalizar gastos, ou então vamos enxugar gelo mesmo, daqui a 6 meses, 8 meses, um ano, nós temos que aumentar novamente o IPVA, o cigarro, até que isso chega num ponto que o empresário não paga mais, não paga mais porque não pode, há uma redução drástica no consumo”, concluiu.