As vendas do varejo do RN, medidas em volume, isto é, na quantidade de mercadorias vendidas e não no valor faturado, caíram 0,9% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal, cálculo que desconta os efeitos típicos de cada época do ano. É a quinta queda seguida do comércio potiguar nessa comparação, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira 15.
A série negativa começou em março, com recuo de 0,1% no volume vendido. Depois vieram baixas de 0,2% em abril, de 1,4% em maio e de 0,3% em junho. Somado o resultado de julho, o varejo do Estado completa cinco meses consecutivos de perda de fôlego, de março a julho, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior.

O desempenho local seguiu o do país. No Brasil, o volume de vendas do varejo encolheu 0,8% de junho para julho, e só seis Estados, entre todas as unidades da Federação, conseguiram resultado positivo no período. No Nordeste, cresceram Sergipe (1,3%), Maranhão (0,2%) e Piauí (0,1%), enquanto Alagoas ficou estável.
Nas comparações mais longas, o quadro potiguar é outro. Frente a julho de 2025, as vendas subiram 0,6%. De janeiro a julho de 2026, a alta chega a 4,2% sobre o mesmo período do ano passado.
No acumulado de 12 meses, o avanço é de 5,7%, o terceiro maior entre as unidades da Federação. Só Pernambuco, com 6,7%, e o Distrito Federal, com 6%, cresceram mais. Esses números se referem ao chamado varejo restrito, que reúne a venda de bens não duráveis e semiduráveis, como os vendidos por hipermercados e supermercados, além de alimentos, bebidas e fumo. Bens não duráveis são os consumidos rapidamente; os semiduráveis têm vida útil um pouco maior.
Para quem acompanha o setor, o contraste entre os números mensais e os acumulados indica que o comércio do RN ainda vende mais do que em 2025, embora o volume tenha diminuído nos últimos cinco meses. A comparação de um mês com o anterior, com ajuste sazonal, capta o movimento mais recente; os acumulados mostram o comportamento em intervalos maiores.
O varejo ampliado seguiu outra direção em julho. Nessa modalidade, que acrescenta ao varejo restrito o atacado de alimentos, bebidas e fumo e ainda a venda de material de construção, veículos, motos e peças, o volume cresceu 1,3% de junho para julho, sexta maior alta do país.
Em relação a julho de 2025, o comércio ampliado potiguar teve alta de 0,7%. De janeiro a julho, o crescimento acumulado é de 2,7%, e nos 12 meses encerrados em julho, de 3,2%.
A Pesquisa Mensal do Comércio mede, todo mês, a evolução do volume de vendas e da receita nominal, sem desconto da inflação, do varejo no país. Os números servem de base para governos, empresas e instituições financeiras acompanharem a atividade econômica e podem ser consultados na íntegra no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O levantamento de agosto sai em 15 de outubro.