Puxado principalmente pela venda de combustíveis e pelos supermercados, o varejo do RN teve alta real de 4,2% no volume de vendas entre janeiro e julho deste ano, sempre em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O resultado é mais que o dobro da média nacional, de 1,8%, segundo análise do Instituto Fecomércio RN, braço de estudos da federação do comércio, sobre os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, que acompanha as vendas do setor mês a mês.
Com esse número, o Estado ficou com a sexta maior taxa do país, entre as 27 unidades da Federação, e ficou na segunda posição entre os Estados do Nordeste. Quem liderou a região foi Pernambuco, com avanço de 10,4% no mesmo período. No país inteiro, 25 Estados tiveram crescimento do varejo no acumulado de janeiro a julho, segundo o mesmo levantamento.

O resultado vem sobre uma base que já tinha subido antes: de janeiro a julho de 2025, as vendas do comércio potiguar cresceram 2,5% na comparação com 2024. Manter o sinal positivo em 2026 indica que a atividade comercial continua em expansão no Estado, ainda que os dados mais recentes mostrem perda de ritmo na comparação de um mês com o outro.
Em julho, a receita real do varejo potiguar, aquela já descontada a inflação do período, subiu 0,6% frente ao mesmo mês de 2025, de novo com combustíveis e supermercados como principais influências. Foi a 16ª alta seguida nessa base de comparação, mas também a menor variação de toda a série.
O desempenho de julho representa uma freada em relação ao mês de junho, quando a alta tinha sido de 2,2% na mesma base de comparação. Essa desaceleração custou posições ao Rio Grande do Norte no ranking nacional: em julho, o Estado teve a 20ª maior taxa entre as unidades da Federação e o pior crescimento do Nordeste.
No Brasil, o varejo cresceu 1,2% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, e 21 das 27 unidades da Federação ficaram no azul. O desempenho nacional foi puxado para baixo pela queda de 0,5% em São Paulo, Estado de maior peso no indicador brasileiro.
Mês e acumulado mostram dois momentos distintos do comércio potiguar neste ano. A variação de julho ficou abaixo da média nacional; já o avanço de 4,2% no acumulado manteve o Rio Grande do Norte entre os Estados que mais ampliaram as vendas no período.
O movimento aparece também no comércio varejista ampliado, indicador que junta ao varejo tradicional as vendas de material de construção, de veículos, motos e peças e o atacado especializado em alimentos e bebidas. Em julho, a receita real dessas atividades no Estado cresceu 0,7%, favorecida principalmente pela venda de automóveis.
Nos sete primeiros meses, o varejo ampliado potiguar teve crescimento real de 2,7%, taxa abaixo dos 4,2% do varejo tradicional. A diferença está ligada ao desempenho mais fraco das atividades extras que entram nesse segundo indicador, de recorte mais amplo. Ainda assim, os dois recortes terminaram os sete primeiros meses do ano com vendas em expansão no Estado.