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Economia

Economia retoma alta de forma lenta

Monitor do PIB da FGV aponta crescimento de 0,7% em maio, impulsionado pelo consumo das famílias, enquanto indicadores de investimentos e exportações mostram desaceleração da atividade econômica
Por O Correio de Hoje
21/07/2026 | 16:02

A economia brasileira voltou a crescer em maio, após dois meses de desempenho mais fraco, mas os indicadores de médio prazo continuam apontando perda de dinamismo. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,7% na comparação com abril, segundo o Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira 20 pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

No trimestre móvel encerrado em maio, a atividade econômica registrou expansão de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já o acumulado em 12 meses desacelerou para 1,7%, abaixo dos 3% observados em março e dos 3,8% registrados um ano antes.

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PIB, nível de emprego e consumo das famílias estão crescendo, porém, de forma mais lenta que o previsto - Foto: rafa neddermeyer / agência brasil

Consumo das famílias impulsiona atividade

O principal fator de sustentação da economia foi o consumo das famílias, que cresceu 3,3% no trimestre móvel e atingiu o maior nível desde o fim de 2024.

Mais de 60% desse avanço foi explicado pelo aumento do consumo de serviços e de bens duráveis.

Segundo a coordenadora do levantamento, Juliana Trece, esse componente foi decisivo para o resultado positivo da atividade econômica, embora outros setores apresentem sinais de perda de ritmo.

“O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, afirmou.

Exportações desaceleram e investimentos avançam

Os demais indicadores apontam um cenário de expansão moderada.

As exportações cresceram 4,3% no trimestre móvel, o menor ritmo desde o segundo trimestre de 2025, refletindo principalmente a desaceleração da indústria extrativa mineral.

As importações avançaram 8,9%, registrando o terceiro trimestre móvel consecutivo de crescimento.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, aumentou 2%, na segunda alta consecutiva após quatro trimestres de retração.

A taxa de investimento foi estimada em 18,6% do PIB em maio, a segunda maior registrada no ano.

PIB oficial será divulgado em setembro

O Monitor do PIB estima que a economia brasileira movimentou R$ 5,466 trilhões em valores correntes até maio.

O levantamento reforça a leitura apresentada pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou crescimento de 0,1% em maio e de 1,4% no acumulado de 12 meses.

O resultado oficial do Produto Interno Bruto será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de setembro.

Para 2026, o mercado financeiro projeta crescimento de 1,99%, segundo o boletim Focus, enquanto o Ministério da Fazenda mantém expectativa de expansão de 2,3%.