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Editorial
O isolamento que não aconteceu
Redação
24/06/2020 | 03:19

O tabu do isolamento social parece ser mesmo o calcanhar de Aquiles dos governadores brasileiros, inclusive da nossa governadora, Fátima Bezerra. Tão sensível ele é que, na hora de autoridades, com poder conferido para isso, decretarem quarentenas mais duras, simplesmente nada aconteceu.

De outro lado, os críticos do isolamento parecem não ter entendido nada sobre os motivos para se evitar a todo custo aglomerações, tendo em vista o achatamento da curva da pandemia, esta sim a única maneira de apressar uma volta normal às atividades sem uma vacina.

Assim, as pessoas continuam se acotovelando nas ruas, muitas com as máscaras no queixo, quando não sem elas, enquanto as mortes dispararam e a sociedade se mantem alheia à tragédia enquanto ela não bate à porta de cada pessoa individualmente.

De fato, nem a guerra biológica patrocinada pela Covid 19 foi suficiente para tirar boa parte da sociedade e os políticos de seus guetos e apenas uma parcela mínima de cidadão e agentes públicos parece ter percebido o quão grave é o problema.

Sob a ótica sanitária e econômica, os prejuízos já estão precificados, até porque não são ônus exclusivos da sociedade brasileira, mas de todos os países com relações comerciais e diplomáticas com o Brasil.

Enquanto a pressão pela reabertura açodar governadores a partir de uma equação política desconectada da racionalidade, teremos uma tragédia em andamento, com consequências de médio e longo prazos incalculáveis.

Nesse sentido, a Covid 19 não deixará outro legado a não ser consagrar o individualismo e a falta de sensibilidade de políticos para uma crise de efeitos mais duradouros que de desejávamos.

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