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Editorial
Não é hora de manifestação; leia o editorial do Agora RN desta terça (2)
Redação
02/06/2020 | 03:16

Contra ou a favor de alguma coisa, seja ela o que for, o momento não é de reivindicar nas ruas. Não neste momento. Em grandes aglomerações, as máscaras de proteção contra a Covid-19 têm sua eficácia bastante reduzida, já que o contato corporal é inevitável.

Nos EUA, que enfrentam há dias ondas de protesto contra a morte de um cidadão negro por uma policial branco, o grande temor das autoridades sanitárias é que venha por aí, no rastro dos protestos, uma onda de novos casos de coronavírus.

No Brasil, que começa a viver agora o pico desses casos, apenas pensar em se manifestar nas ruas a favor ou contra o governo é uma insensatez sem limite.

Um erro não justifica outro. Além do mais, é engrossar uma polarização que, sob condições normais, já seria uma estupidez, já que no Brasil as urnas representam o grande momento para eleitores satisfeitos e insatisfeitos.

Diferentemente dos EUA, onde as eleições se processam por meio de colégios eleitorais, no Brasil a decisão cabe exclusivamente à maioria dos eleitores, mesmo assim, num processo sujeito a um segundo turno para que não reste qualquer dúvida acerca da legitimidade do pleito.

Ao contrário do vizinho do Norte, nossas eleições não duram semanas. São decididas em horas, graças às urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida por todos, exceto pelos teóricos da conspiração.

Estes, ironicamente, também se beneficiam com frequência dos resultados que emanam dessa tecnologia absolutamente inovadora no mundo.

Portanto, num momento em que a pandemia decola, seguindo o receituário de outros países, não há porque procurar confusão na rua, abrindo espaço para um alargamento dramático de uma crise sanitária que já é de proporções épicas.

As dificuldades que o País enfrenta neste momento são notórias. A economia, que já vinha debilitada, evoca desafios para os quais é preciso pensar e agir “fora da caixa”, para usar um chavão do mundo corporativo.

Manifestações de rua, quando inflamadas por baldes de gasolina política, costumam perder a racionalidade e até suas lideranças. Começam pacíficas, mas terminam de conflitos, depredação e – até quem sabe – em mortes.

As alegadas convocações feitas pelo presidente nos fins de semana devem ser revistas sob pena de provocar reações absolutamente inconvenientes e inapropriadas para uma nação que precisará de todas as suas forças e mentes para se reconstruir.

E não é trocando insultos e sopapos nas ruas que resolveremos alguma coisa.

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