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Editorial
A soma dos erros
Redação
06/07/2020 | 22:26

O isolamento social não é um fim em si mesmo e não deveria ser objeto de diatribes ou críticas coléricas por parte daqueles que enxergam a quarentena como um mal a ser combatido.

Nenhuma economia sobrevive em eterno isolamento, mas também não prescinde de vidas humanas que imprimem às pessoas o desejo de produzir e prosperar.

Sabe-se que a economia brasileira não se recompõe rapidamente das quedas, diferentemente da norte-americana, por exemplo, que já começa a obter certa recuperação da queda vertiginosa dos empregos sofrida com o coronavírus.

No Brasil, a cada flexibilização malsucedida das atividades seguir-se-ão um período mais longo de fechamento dos negócios, realimentando o debate inútil sobre as quarentenas, se é que podemos chamar o nosso esboço de isolamento social assim.

Na China e em boa parte dos países europeus a economia só agora começa a ser reaberta, com timidez e cautela, deixando atrás de si uma pilha de mortos.

Nos EUA e no Brasil, respectivamente campeão e vice no número de casos e mortes, a cizânia em torno da necessidade de isolamento também indispôs os presidentes de ambas as nações a um confronto insano com seus governadores.

E a resposta, tanto lá quanto aqui, assemelha-se à recidiva de uma doença, só que nesse caso sofrerá o paciente mais pobre e debilitado, não sendo necessário nem dizer quem é.

Portanto, a forma de encararmos o isolamento aqui adquiriu um tom de recriminação tão grande aos defensores das quarentenas que acabou desvirtuando todo o propósito da existência do isolamento social: fechar rápido tudo por mais tempo, preservando apenas as atividades essenciais à sobrevivência, para sair mais rápido desse pesadelo.

Ao invés disso, preferimos fazer política partidária e proselitismo político.

A história provará, mais do que a inutilidade, a loucura de tudo isso.

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