O varejo do Rio Grande do Norte chegou a maio com uma marca expressiva: 14 meses consecutivos de crescimento. Números que reforçam os movimentos econômicos, como a compra de um medicamento, de um produto de cuidado pessoal, de um móvel para a casa ou de um novo eletrodoméstico.
Foram justamente segmentos como cosméticos, móveis e eletrodomésticos que impulsionaram as vendas no mês. Esses segmentos atendem a necessidades diferentes, mas fazem parte da mesma dinâmica: o consumo das famílias movimenta os estabelecimentos, alcança fornecedores e prestadores de serviços e ajuda a manter empregos e renda circulando no estado.

Segundo análise do Instituto Fecomércio RN, com base na Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, as vendas avançaram 1,4% em maio, na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi mais de três vezes superior à média brasileira, de 0,4%, e colocou o Rio Grande do Norte com o nono maior crescimento do país e o terceiro do Nordeste.
Mais importante do que o desempenho de um único mês, entretanto, é a continuidade. Em maio do ano passado, o varejo potiguar já havia crescido 4%. Avançar novamente sobre uma base positiva reforça a percepção de que o setor vem conseguindo manter o passo, mesmo diante dos juros elevados, das restrições ao crédito e das mudanças no comportamento dos consumidores.
Essa consistência também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, as vendas cresceram 5% no Rio Grande do Norte, quase três vezes o avanço nacional, de 1,7%. Combustíveis e supermercados deram as principais contribuições no período. Com isso, o estado alcançou o quinto melhor resultado do Brasil e o segundo do Nordeste.
O comércio, porém, reúne atividades distintas, que nem sempre caminham na mesma velocidade. No varejo ampliado, que também considera veículos, material de construção e o atacado especializado em alimentos e bebidas, o crescimento foi de 0,4% em maio e de 3,3% nos cinco primeiros meses do ano. A queda nas vendas dos atacarejos moderou o resultado mensal e mostra por que precisamos observar cada segmento com atenção.
Os números nos permitem encarar os próximos meses com confiança, mas também com responsabilidade. Sustentar esse ritmo dependerá de melhores condições de crédito, segurança jurídica e de um ambiente favorável aos investimentos. As empresas ainda precisarão responder às novas formas de consumo e ao processo de implantação da Reforma Tributária.
Nesse caminho, o Sistema Fecomércio RN continuará produzindo informações para orientar decisões, pois cada indicador positivo representa o trabalho diário de milhares de empresários e trabalhadores que fazem o comércio acontecer em todas as regiões do estado.
Completar 14 meses de crescimento é uma conquista relevante. O desafio é dar continuidade a essa trajetória e fazer com que ela se traduza, cada vez mais, em empresas fortalecidas, novos empregos e oportunidades para os potiguares.