Em um país tão vasto quanto o Brasil, há territórios que já nasceram grandes, e só aguardam a oportunidade necessária para transformar vocação em desenvolvimento. E demos mais um passo nessa expansão de desenvolvimento no último dia 22, para consolidar uma parceria entre o Sistema Fecomércio RN e o Sistema Fecomércio Amapá, por meio do Programa Destinos.
Essa ação, desenhada pelo Senac RN a partir de uma iniciativa internacional, nasceu de uma convicção simples e exigente: turismo de verdade não se improvisa. Ele pede método, governança, escuta e continuidade. Pede a capacidade de reunir poder público, iniciativa privada e sociedade civil em torno de uma mesma mesa, para que o território deixe de ser apenas cenário e passe a ser projeto.

Foi com essa lógica que o Rio Grande do Norte estruturou, de forma pioneira, uma experiência capaz de transformar planejamento em prática e identidade em oportunidade. E, dessa forma, nos últimos anos, levamos essa metodologia exitosa a vários estados, com destaque para Pernambuco. Agora, com muita responsabilidade, reforçamos essa ação também em solo amapaense.
A assinatura do acordo encerra uma etapa de diálogo e abre outra, mais concreta, passa a contribuir com a capital Macapá e os municípios Laranjal do Jari, Ferreira Gomes e Itaubal. Levamos, assim, à região Norte do País, uma forma de trabalhar que já mostrou resultados.
No RN, aprendemos que o turismo ganha força quando deixa de depender apenas da beleza natural e passa a ser tratado como política de desenvolvimento. O Amapá também tem atributos que impressionam: biodiversidade, identidade amazônica preservada, cultura viva e um posicionamento estratégico que poucas regiões do País possuem. E já começa a colher resultados expressivos.
Em 2024, o turismo amapaense alcançou R$ 1,3 bilhão em receita, com crescimento de 16%, o maior do Brasil. São números que chamam atenção, mas o que realmente importa é o que eles revelam: existe ali uma atividade com capacidade real de gerar renda, emprego e pertencimento. É nesse ponto que a cooperação institucional faz diferença. Ajuda a transformar intuição em planejamento e potencial em política de longo prazo. Em tempos de soluções apressadas, isso vale muito.
Também me orgulho de ver o que o Rio Grande do Norte tem sido capaz de oferecer ao País. Nosso estado aprendeu, ao longo dos últimos anos, que desenvolvimento sustentável não se improvisa. Ele exige persistência, visão de longo prazo e respeito às especificidades de cada território. É essa expertise que agora colocamos à disposição do Amapá, com a convicção de que essa parceria pode inaugurar um novo ciclo.
Cooperar, no fim das contas, é isso: reconhecer que o conhecimento ganha valor quando circula, e que uma boa ideia pode atravessar o País sem perder sua essência. Foi o que fizemos. E é por isso que esta parceria me parece tão simbólica. Porque ela mostra que, quando instituições sérias se encontram em torno de um propósito comum, o destino deixa de ser acaso. Vira projeto concreto.