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Diógenes Dantas

Desarticulado no Congresso, Lula foi humilhado e Rogério ajudou nisso

Confira a coluna de Diógenes Dantas deste sábado 2
Diógenes Dantas
02/05/2026 | 05:02

Sem sombra de dúvida, o maior articulador da derrota do presidente na rejeição de Jorge Messias para ministro do STF foi Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Mas há um personagem político do Rio Grande do Norte que atuou muito para a derrota “acachapante” do governo do PT: sim, ele mesmo, Rogério Marinho.

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Desarticulado no Congresso, Lula foi humilhado e Rogério ajudou nisso - Foto: Ton Molina/Agência Senado

Desde o anúncio de Jorge Messias como escolha de Lula, em dezembro, Marinho deixou claro que votaria contra e que o PL estaria fechado para derrotar o governo.

E assim foi feito. Não só isso: Rogério Marinho articulou com os demais partidos do Centrão e com o próprio Alcolumbre.

O raciocínio de Rogério foi político desde o início.

Além de impor uma derrota histórica a Lula, enfraquecendo-o no embate eleitoral deste ano, o grupo de Rogério quer a vaga do STF para uma indicação do futuro presidente, que, ele acredita, pode ser Flávio Bolsonaro.

O senador potiguar já defendeu isso ontem, logo após a rejeição de Messias.

Com esse movimento, o bolsonarismo pode fazer maioria no Supremo se Flávio ganhar a eleição em outubro.

Já tem dois — André Mendonça e Nunes Marques — e poderá indicar até quatro nomes a partir de 2027.

Isso sem falar na possibilidade de aprovar o impeachment de outros dois — Alexandre de Moraes e Dias Toffoli —, alvos preferenciais dos bolsonaristas.

Rogério estava eufórico porque saiu grande das duas articulações às quais se dedicou: a derrota de Messias e a derrubada dos vetos de Lula à revisão das penas do 8 de janeiro, assunto que interessa ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Resumo da semana: Lula foi humilhado pela direita.

Sandálias da humildade

De um bom conhecedor dos bastidores do Senado:

— A saída responsável para Lula passa por calçar as sandálias da humildade, recompor o diálogo com o Senado e recolocar Rodrigo Pacheco no centro da solução.

Capilaridade

Allyson Bezerra parece repetir a estratégia adotada por Paulinho Freire na eleição de Natal, em 2024: montar um time de vereadores para ganhar tração.

Recordar é viver:

— Quando se lançou pré-candidato, na expectativa de receber o apoio de Álvaro Dias, Paulinho reuniu um grupo de 18 vereadores. Na hora de sentar com Álvaro, na negociação final, admitiu que ainda não pontuava bem nas pesquisas, mas disse que teria capilaridade para chegar. E chegou — lembrou um aliado do prefeito.

Quinze

Allyson Bezerra identificou que precisa avançar em Natal. Primeiro, buscou Hermano Morais; agora, tenta confirmar Carlos Eduardo Alves na chapa majoritária.

De olho no exemplo de Paulinho Freire, já atraiu sete vereadores e trabalha para dobrar esse número no início de maio.

Quem não está gostando muito desse movimento é o prefeito da capital, que inspirou Allyson.

No calor do momento

Zenaide Maia tratou de afastar as especulações sobre seu posicionamento na votação do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF:

— Meu voto segue o que manda a Constituição. Avalio se a pessoa tem conhecimento jurídico e uma vida correta. Foi com base nisso que votei a favor — afirmou a senadora, vice-líder do governo Lula.

Contraponto

O pré-candidato ao governo pelo União Brasil, Allyson Bezerra, será o entrevistado da estreia do Contraponto, na rádio 96 FM. O programa vai ao ar na segunda 4, a partir das 7h30. Conto com sua audiência.