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Diógenes Dantas

Allyson Bezerra adota a estratégia do biquíni

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta terça-feira 5
Redação
05/05/2026 | 06:43

Allyson Bezerra precisa definir, de uma vez por todas, qual será o papel de Carlos Eduardo Alves na sua chapa ao governo do Rio Grande do Norte.

Ontem, na estreia do Contraponto, na 96 FM, afirmou que “não há veto” ao nome de Carlos Eduardo para o Senado, desmontando a tese de resistência interna no grupo, especialmente no entorno de Zenaide Maia.

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Allyson Bezerra adota a estratégia do biquíni - Foto: Reprodução / Youtube / 96 FM

Mas parou aí.

Não deu o passo seguinte: reconhecer Carlos Eduardo como peça-chave — ou indispensável — no seu palanque. E, em política, essa diferença é tudo.

Allyson elogia, acena, reconhece a trajetória. Destaca obras de mobilidade e saúde em Natal, atribui ao ex-prefeito uma “história vitoriosa” na capital. Mas evita cravar. Mantém o jogo aberto.

O ex-prefeito de Mossoró adota a “estratégia do biquíni”: revela muito, mas esconde o essencial — o jogo real dos bastidores.

Em algum momento, o “não há veto” deixará de ser suficiente. A política cobra definição. E, quando ela vier, alguém ficará de fora — porque é assim que o jogo, invariavelmente, se resolve.

Enquanto o Senado segue em suspenso, Allyson trabalha onde se sente mais confortável: na base.

Já atraiu pelo menos sete vereadores em Natal e fala-se em dobrar esse número ainda em maio.

Movimento conhecido. Foi assim que Paulinho Freire ganhou corpo em 2024, antes de fechar alianças maiores.

Allyson copia — e adapta.

Acena também: diz que, se eleito, vai trabalhar com o prefeito Paulinho Freire.

Mederi

Indaguei a Allyson se se sentia acuado pelas investigações da PF na Operação Mederi. Ele reagiu:

— Não estou acuado. Fui o primeiro a me posicionar, apresentar documentos e defender acesso público aos autos. Sou um defensor da Justiça — disse, na 96 FM.

Brother

Um observador com trânsito nos corredores da Assembleia Legislativa me disse ontem:

— Acho pouco provável que Ezequiel Ferreira queira indicar a irmã, Milena, para vice de Cadu Xavier. Não fez isso quando Walter Alves ofereceu a vice a Allyson — e não fará agora. Anote aí.
Anotado.

Calipso

Uma fonte do PT afirma que a definição do vice de Cadu Xavier deve ficar para junho, às vésperas das convenções partidárias. A estratégia é dar tempo para que a governadora Fátima Bezerra consolide o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. As tratativas seguem em curso — e o PT quer — e quer muito — esse arranjo eleitoral.

Dom Flávio

Ao repostar nas redes sociais o texto do professor Cassiano Arruda, decano do jornalismo potiguar — “Flávio não precisa ter um mandato para servir ao RN” —, Flávio Rocha volta a sinalizar que jogou a toalha na articulação para disputar o Senado.

Na semana passada, registrei neste espaço: “De terras lusitanas, o empresário confidenciou a um interlocutor que, muito provavelmente, não será candidato. Pesam a idade — 67 anos —, o conselho da família e o desgaste inerente à atividade política.”

Lulalá e aqui

Lula deve visitar o Rio Grande do Norte em junho — ao menos, essa é a expectativa do PT potiguar. Na agenda, o Ramal do Apodi, obra vinculada à transposição do Rio São Francisco.

Antes, o presidente deve se reunir com Donald Trump, em Washington, na quinta-feira.