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Informe do Correio

Chapa de Álvaro não tem mulheres

Confira os destaques da Coluna Informe do Correio, publicada na edição de O Correio de Hoje desta quarta-feira, 15 de abril de 2026
15/04/2026 | 15:31

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) reconheceu que a chapa majoritária formada para a disputa estadual não conta com nenhuma mulher entre os nomes anunciados para o Governo, vice e Senado. A declaração foi feita durante entrevista à rádio 98 FM, ao ser questionado sobre a ausência de representação feminina na composição.

“Pois é, né. Realmente, talvez tenha sido uma falha aí, mas a chapa, os dois senadores, candidato a governador e vice, todos homens”, afirmou Álvaro. A chapa apresentada até o momento reúne o próprio ex-prefeito como candidato ao Governo, Babá como vice e os nomes de Coronel Hélio e Styvenson Valentim para o Senado.

Informe do Correio

Apesar de ter declarado inicialmente que a composição estava “concluída” e “resolvida”, o pré-candidato admitiu, em outro momento da entrevista, que ainda podem ocorrer ajustes. Segundo ele, a condução das articulações está sob responsabilidade do senador Rogério Marinho, que lidera as negociações políticas do grupo.

Álvaro indicou que eventuais mudanças podem ocorrer, sobretudo nas suplências ao Senado, abrindo espaço para inclusão feminina. “Tem ainda as suplências pro Senado e, de repente, política nada é definitivo. De repente, o senador Rogério Marinho pode entender que é importante ter como suplente uma mulher, todos os suplentes serem mulheres”, disse.

Mesmo com essa possibilidade, o pré-candidato reforçou que a estrutura principal da chapa já foi definida e anunciada publicamente. “A chapa está concluída”, afirmou em outro momento da entrevista, ao tratar da composição majoritária.

As mulheres representam a maior fatia do eleitorado no Brasil e no Rio Grande do Norte não é diferente. As duas principais chapas adversárias de Álvaro comportam mulheres. O pré-candidato Allyson Bezerra tem a senadora Zenaide Maia disputando a reeleição. O pré-candidato Cadu Xavier conta com a vereadora Samanda Alves como candidata ao Senado.

Cadu quer vice de confiança

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) afirmou que a escolha do vice em sua chapa ainda está em aberto e será definida com base em critérios políticos e de confiança. Segundo ele, diferentemente de outros grupos que já fecharam suas composições, sua candidatura mantém espaço para novas alianças.

Durante entrevista à TV Futuro, Cadu destacou que a definição não será apressada e que o nome escolhido precisa atender a requisitos considerados fundamentais para a campanha e eventual gestão. “O que eu não abro mão é que seja uma pessoa de confiança, comprometida no processo eleitoral e na gestão também”, declarou.

Além da confiança, o pré-candidato afirmou que o vice ou a vice deverá ter peso político e capacidade de agregar eleitoralmente. “Uma pessoa que traga também um coeficiente eleitoral, um peso eleitoral importante”, disse, ao indicar que a escolha será estratégica para fortalecer a chapa.

Cadu também associou sua cautela à experiência recente envolvendo a governadora Fátima Bezerra, ao mencionar que a posição do vice-governador acabou inviabilizando um projeto político no atual ciclo. Segundo ele, essa situação reforça a necessidade de um nome alinhado tanto eleitoralmente quanto administrativamente.

Apesar de não definir prazo, o pré-candidato afirmou que a decisão será tomada no momento adequado. “Sem pressa, as cartas estão na mesa”, disse, acrescentando que sua pré-candidatura já está consolidada e que o nome escolhido deverá “agregar valor” à chapa.

Para Cadu, o vice não terá papel simbólico. Ele afirmou que o escolhido participará ativamente da gestão, caso a chapa seja eleita. “Vai administrar junto. Vai trabalhar junto conosco”, concluiu.

Fábio chama governo de cadeira elétrica

O ex-vice-governador do Rio Grande do Norte Fábio Dantas afirmou que o cargo de governador no Estado tem funcionado como uma “cadeira elétrica” para quem o ocupa, em referência ao desgaste político acumulado ao longo das últimas gestões. A declaração foi feita ao analisar os desafios estruturais do Estado e o impacto desses problemas sobre o capital eleitoral dos governantes.

“A cadeira do governador foi uma cadeira elétrica que dilapidou todos os patrimônios eleitorais que sentaram nela”, disse, ao citar como exemplos nomes como Wilma de Faria, Rosalba Ciarlini, Robinson Faria e a atual governadora Fátima Bezerra. Segundo ele, o padrão tende a se repetir com qualquer novo governo que não enfrente as causas estruturais da crise estadual.

Para Fábio, o principal problema está no desequilíbrio fiscal, marcado pelo crescimento das despesas, especialmente com folha de pagamento e outros poderes. Ele argumenta que o Estado arrecada bem, mas não consegue manter sustentabilidade financeira. “O problema do Rio Grande do Norte não é receita, é despesa”, afirmou.

O ex-vice-governador defendeu que reformas profundas são inevitáveis e que a ausência de medidas duras tende a agravar o cenário. Segundo ele, governantes evitam esse enfrentamento por seu custo político. “Se eles não fizerem, eles serão mais um”, disse, ao se referir aos atuais pré-candidatos ao governo.