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Cadu encontrará cenário mais favorável que Fátima, avalia Luciana Daltro

Coordenadora da transição reconhece desafios fiscais, mas aponta avanços administrativos e maior responsabilidade por resultados na próxima gestão
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31/10/2026 | 01:29

O governador eleito Cadu Xavier (PT) encontrará uma situação administrativa e financeira mais favorável do que aquela recebida por Fátima Bezerra (PT) quando assumiu o Governo do Rio Grande do Norte, em 2019. A avaliação é da controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, que coordena a equipe de transição entre as duas gestões.

A advogada reconhece que permanecem desafios fiscais e estruturais, mas argumentou que houve avanços ao longo dos últimos oito anos. “Ele vai ter um cenário muito mais favorável”, afirmou, acrescentando que o alinhamento político de Cadu com o presidente Lula (PT) também deverá facilitar a execução de projetos e a obtenção de investimentos federais.

Cadu Xavier ao lado da governadora Fátima Bezerra
Cadu Xavier e Fátima Bezerra — Foto: Sandro Menezes/Assecom

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Luciana lembrou que Fátima iniciou o governo em meio a uma situação de calamidade financeira, com quatro folhas salariais em atraso e mais de R$ 1 bilhão em débitos com fornecedores. “Quando a gente olha para o retrovisor, não é para justificar o retrovisor, é para você saber de onde veio”.

Para Luciana, a situação herdada por Cadu representa também uma cobrança por resultados superiores aos alcançados pela atual governadora. “Há a responsabilidade duplicada de entregar muito mais do que foi feito”, declarou.

Cotada para integrar o secretariado de Cadu Xavier, Luciana evitou antecipar seu futuro na administração estadual. A controladora, que também participou da elaboração do programa de governo do petista, afirmou que ainda não existe definição sobre os nomes que ocuparão os cargos da próxima gestão. “Ele ainda não definiu sua equipe. Ele definiu a equipe de transição”, declarou.

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Oposição

O deputado federal General Girão reconheceu a vitória do presidente Lula nas eleições presidenciais, mas ponderou: “Respeitar o resultado não significa abrir mão das nossas convicções, nem dar um cheque em branco a quem governa”. O deputado do PL chamou atenção para as futuras eleições das presidências da Câmara e do Senado. “Essas escolhas têm uma influência direta e importante sobre as leis que serão votadas, a fiscalização do governo e o equilíbrio entre os poderes que sabemos que está sem existir”, declaro.

Acordo de poder

Uma articulação em andamento na Assembleia Legislativa prevê a eleição da deputada Cristiane Dantas (PSDB) para a presidência da Casa no primeiro biênio da próxima legislatura, com o apoio de Ezequiel Ferreira (PSDB). Pelo entendimento discutido nos bastidores, Ezequiel retornaria ao comando do Legislativo no segundo biênio. O acerto ainda depende da formação de uma maioria parlamentar e não tem caráter definitivo.

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Mãos de Ezequiel

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, ganhou protagonismo nas negociações para a formação da base parlamentar de Cadu Xavier. Nos bastidores, circula a informação de que ele recebeu a tarefa de coordenar as articulações em nome do grupo governista. O movimento reforça o peso político de Ezequiel depois do apoio declarado a Cadu no segundo turno.

Kleber resiste

O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) não desistiu de disputar a presidência da Assembleia Legislativa, apesar da derrota de Allyson Bezerra (União), candidato que apoiou ao Governo do Estado. O parlamentar mantém conversas com deputados de diferentes grupos, incluindo integrantes do PL e interlocutores do senador Rogério Marinho. Kleber também afirmou que continua na bancada governista e que ainda não foi procurado para tratar de sua participação na base de Cadu Xavier.

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Sete votos

O PL deverá atuar de forma conjunta na eleição da próxima presidência da Assembleia Legislativa. A bancada, formada por sete deputados estaduais, já realizou uma reunião sobre o assunto e tem outro encontro previsto para a próxima semana. O posicionamento do partido será importante para a composição da maioria necessária à escolha do novo presidente. A possibilidade de entendimento com o grupo governista dependerá das negociações políticas e dos compromissos assumidos pelos candidatos ao comando da Casa.