Os registros das urnas enfraquecem as alegações de Flávio Bolsonaro sobre o impacto que a prorrogação da votação teve na apuração da disputa presidencial. Os boletins oficiais apontam que apenas 34.330 votos, cerca de 0,03% do total, foram registrados após as 17h de domingo 25. Lula venceu por 4.430.191 votos, diferença que esse contingente não poderia reverter.
Os votos posteriores às 17h se concentraram até as 17h20, provavelmente de eleitores que já estavam nas filas, e não exatamente pessoas que entraram nos locais de votação após a ordem que veio do Supremo Tribunal Federal (STF). Um levantamento identificou 5.052 votos após as 17h em urnas encerradas depois das 17h45, horário usado como referência estimativa para separar o efeito da prorrogação do atendimento às filas.

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Embora tenha contestado a decisão do ministro Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h, a campanha de Flávio também pediu ampliação do horário. Seu requerimento, porém, era restrito a municípios do Sul e do Sudeste. A campanha de Lula igualmente solicitou a extensão.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também classificou como falsa a alegação de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre. Segundo o tribunal, o espaço não recebe visitantes. Representantes partidários podem acompanhar a apuração na sala de totalização e em outras áreas destinadas à fiscalização.
Avanço
Lula ampliou sua votação no Rio Grande do Norte no segundo turno. Na primeira votação, o presidente teve 1.237.963 votos (59,75%), contra 720.493 (34,77%) de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, alcançou 1.413.596 votos (65,72%), contra 737.409 do adversário. Dos 167 municípios potiguares, Parnamirim foi o único que deu maioria de votos a Flávio, mas por margem apertada: 61.690 votos (51,08%) contra 59.088 (48,92%). Em Natal, Lula teve 258 mil votos (56%), contra 202 mil de Flávio (44%).
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3º turno das pesquisas
O diretor da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que vai recorrer ao CNJ contra magistrados que barraram pesquisas do instituto, “começando pelo Rio Grande do Norte”. No RN, a Justiça eleitoral viu irregularidades em três levantamentos da AtlasIntel, chegando a aplicar mais de R$ 100 mil em multas. Segundo Andrei, que chamou decisões como essas de “perseguição judicial” contra institutos de pesquisas, juízes potiguares “atropelaram a lei”.
Brancos e nulos
O número de votos brancos foi maior que a diferença entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra na disputa para o Governo do Estado. A vantagem do governador eleito foi de 32.625 votos, enquanto 35.873 votos brancos foram registrados. Além disso, outros 80.214 eleitores (3,60% dos votos) escolheram anular o voto. O número de votos brancos e nulos caiu do primeiro turno 76.524 eleitores (3,53%) optaram por votar em branco. Já 104.749 (4,83%) votaram nulo.
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Reconhecimento da derrota
Cadu de Lula elogiou a atitude de Allyson Bezerra, que telefonou para reconhecer sua vitória logo após o resultado do segundo turno. “Muito legal ele ter se posicionado daquele jeito. A gente vive um tempo tão difícil que a gente fica feliz quando o adversário reconhece a derrota”, afirmou. Cadu disse não guardar ressentimentos da disputa e defendeu a aproximação entre as lideranças políticas em benefício do Estado. “Não tem mágoa de ninguém”, declarou.
Nulos
No Rio Grande do Norte, 26.671 eleitores digitaram 22 na urna para governador no 2º turno, número que foi de Álvaro Dias no 1º turno para o governo. É possível que parte dos eleitores tenha tentado votar em Flávio Bolsonaro antes de chegar na tela correta. Outra parte pode ter associado Allyson ao bolsonarismo.
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Alianças
O governador eleito também anunciou que pretende ampliar sua sustentação política e formar uma gestão com participação de diferentes correntes. “O meu governo vai ser mais amplo que o de Fátima. A gente precisa de uma base maior”, afirmou. Cadu larga com apoio de 10 dos 24 deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa.