O calango entra na disputa
Allyson Bezerra (União) incorporou o calango à campanha e tenta transformar uma provocação adversária em identificação com o eleitor. A reação veio depois de a deputada Isolda Dantas (PT), durante caminhada com Cadu de Lula (PT), na terça-feira 20, em Mossoró, usar o apelido para desafiar o ex-prefeito: “Calango, entregue a senha do celular”. A cobrança fazia referência à investigação da Operação Mederi, na qual Allyson nega irregularidades.
O termo “calango”, por sua vez, vinha sendo associado à neutralidade do candidato na eleição presidencial, numa alusão a quem permanece “em cima do muro”.

Na resposta, Allyson concentrou o discurso no apelido e apresentou o episódio como preconceito contra suas origens. “Mas o calango é filho legítimo do sertão”, afirmou. A partir daí, associou o animal à resistência, à coragem e à capacidade de enfrentar dificuldades. Ao encerrar, já havia convertido a provocação em declaração de apoio: “Estou com o calango 44 com muito orgulho”.
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A iniciativa ganhou continuidade: o candidato passou a usar a imagem do animal em outras postagens e levou um boneco de calango para atos de rua, dando presença física ao personagem explorado nas redes.
O movimento procura reforçar uma narrativa que acompanha Allyson desde o início de sua trajetória: a do homem de origem humilde que enfrenta estruturas políticas tradicionais.
Santinhos sob investigação
A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar o derramamento de santinhos de Allyson Bezerra (União) nas proximidades de locais de votação em Mossoró, no primeiro turno. A decisão prevê análise de imagens, oitivas de testemunhas e identificação dos responsáveis pelas gráficas. A apuração deverá esclarecer quem organizou e executou a ação. Decisão da juíza Uefla Fernanda Duarte Fernandes, da 33ª Zona Eleitoral de Mossoró, atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral.
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Recurso negado
O TRE-RN rejeitou, por unanimidade, recurso de Samanda Alves (PT) e da coligação Time que Cuida contra um vídeo eleitoral de Styvenson Valentim (Podemos) relacionado ao programa municipal “Saúde+Perto”. O tribunal considerou que a gravação ocorreu com uma unidade móvel privada, antes da contratação pelo município, e que os atendimentos ainda não haviam começado quando o conteúdo foi publicado. Embora houvesse pedido explícito de voto, a Corte não reconheceu as condutas vedadas apontadas na ação.
Festa com horário
As comemorações pelo resultado das eleições em Natal deverão terminar à meia-noite de domingo 25. Uma portaria conjunta das zonas eleitorais da capital, porém, permite prorrogação até as 2h, mediante avaliação das condições de segurança pelas autoridades. Partidos e coligações também deverão respeitar os pontos de concentração pactuados, evitar bloqueios não autorizados de vias e prevenir conflitos entre militâncias.
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Neutralidade contestada
O vereador Irapoã Nóbrega, que apoiou Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, discorda da neutralidade adotada pelo ex-prefeito na disputa entre Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT). Irapoã conta que seu atual líder, o prefeito Paulinho Freire (União), o deixou à vontade para acompanhar Álvaro, mas preferiu apoiar Allyson. “Eu aprendi a tomar posicionamento com o senhor”, afirmou ter dito ao ex-prefeito. Para o vereador, a oposição ao governo Fátima exige uma escolha no segundo turno.
Tribuna
Candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra, Hermano Morais (MDB) usou a tribuna da Assembleia ontem para defender a mudança de governo. Concentrou as críticas na situação fiscal e nos serviços públicos e apresentou a gestão de Allyson em Mossoró como referência para o Estado. “Quem fornece para o Governo do Estado já não quer fazê-lo, porque não tem recebido os seus pagamentos. Mas vamos mudar essa realidade, depende de nós”, destacou.
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Voto e deslocamento
O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) pediu providências para facilitar o deslocamento “público” e “independente” dos eleitores no domingo 25, especialmente daqueles que vivem na zona rural. O deputado defendeu uma atuação articulada entre Estado, municípios e Justiça Eleitoral para reduzir obstáculos ao comparecimento.