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Blog do Agora

Redução da maioridade vira novo embate da campanha

Coluna aborda impasse na PEC da Segurança, financiamento de propostas e posicionamentos na disputa presidencial
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16/10/2026 | 00:52

A PEC da Segurança foi retirada da pauta do Senado em meio ao impasse sobre a redução da maioridade penal. A votação estava prevista para a noite desta quinta-feira 15. Durante o dia, o líder do PT e coordenador da campanha à reeleição de Lula, Camilo Santana (CE), apresentou emenda para reduzir de 18 para 16 anos a responsabilização penal em crimes hediondos, contrariando parte dos governistas.

O governo defende a aprovação da versão que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com eventuais ajustes apenas de redação. A preocupação é que mudanças no conteúdo obriguem o texto a retornar à Câmara dos Deputados, prolongando a tramitação.

Camilo Santana fala ao microfone no Senado
Camilo Santana apresentou emenda sobre redução da maioridade penal — Foto: Waldemir Barreto/Senado

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que há acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para rejeitar todas as emendas e discutir a maioridade penal em outra proposta. Segundo ela, o entendimento antecede a iniciativa de Camilo e foi construído ainda na Câmara. A senadora acusou a oposição de retomar o assunto para “retardar a aprovação”.

O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda mais abrangente, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e permite responsabilização a partir dos 14 anos em crimes graves. A proposta de Camilo, restringindo a redução aos casos de crimes hediondos, surgiu como alternativa retórica ao plano da oposição.

Nesta quinta-feira, durante agenda na Bahia, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) saiu em defesa da proposta. “Defendo a redução da maioridade, defendo 16 anos para crimes graves, como latrocínio, homicídio, crimes contra a vida. É possível”, afirmou, ao lado do governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Rogério Marinho discursa ao microfone no Senado
Rogério Marinho apresentou emenda sobre maioridade penal — Foto: Ton Molina/Senado

DINHEIRAMA

Lula afirmou ontem que, caso seja reeleito, encaminhará ao Congresso uma PEC para assegurar transporte coletivo gratuito nos fins de semana e feriados nas cidades brasileiras que dispõem do serviço. Estimativas da CNM apontam que o custo seria de até R$ 60 bilhões por ano. O anúncio ocorre a dez dias do segundo turno e amplia os compromissos apresentados pelo petista na disputa contra Flávio Bolsonaro. O “gastômetro” de Lula em ano eleitoral já passa dos R$ 350 bilhões.

APOIO

A deputada federal eleita Nina Souza (PL) afirmou que o apoio do grupo do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), a Allyson Bezerra (União) no 2º segundo turno para o governo foi amarrado em torno de projetos para a capital potiguar, sem negociação de cargos. “A gente quer um governador que olhe para Natal, que faz muito tempo que Natal está abandonada”, declarou. “Ele se comprometeu e nós vamos acreditar que ele vai ser, sim, um governador que vai ajudar a nossa cidade a crescer.”

CONFRONTO

A senadora eleita Samanda de Lula (PT) estava no plenário do Senado durante a votação da PEC que acaba com a escala 6×1, na quarta-feira 14. E explorou as ausências de Rogério Marinho (PL) e Flávio Bolsonaro (PL). “Na hora de defender o trabalhador, o discurso é um. Na hora de estar presente para votar, é outro”, afirmou a petista, exibindo a cadeira do potiguar vazia no plenário.

DUELO DE REJEIÇÕES

Pesquisa Datafolha (BR- 00466/2026) divulgada ontem aponta que, para 17% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o motivo do voto é a oportunidade de não dar um quarto mandato ao presidente Lula (PT). Já 12% daqueles que declaram voto no petista afirmam não querer ver o senador no Palácio do Planalto.

TSE

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta assegure tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão impede restrições discriminatórias ao alcance de conteúdos eleitorais e exige critérios equivalentes no funcionamento da inteligência artificial da empresa. Bloqueios automatizados de anúncios deverão passar por revisão humana em até duas horas. A medida atende a uma denúncia da campanha petista sobre restrições às suas publicações. A Meta nega favorecimento político e atribui os problemas a falhas técnicas.