O senador Rogério Marinho (PL-RN) pretende percorrer o País para mobilizar eleitores bolsonaristas e pressionar parlamentares de direita a apoiar sua candidatura à presidência do Senado. A estratégia busca evitar deserções para Davi Alcolumbre (União-AP), que tentará a reeleição em 1º de fevereiro de 2027.
Aliados contabilizam 38 votos para Marinho, três abaixo dos 41 necessários. Como a votação é secreta, o senador defende que os apoiadores divulguem seus votos. As viagens devem incluir encontros com governadores, senadores eleitos e lideranças locais, além de entrevistas à imprensa regional. A mobilização terá como alvo eleitores favoráveis ao impeachment de ministros do STF.

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Para demonstrar unidade, Marinho pretende convidar Efraim Filho (PL-PB), próximo de Alcolumbre, para coordenar a campanha. O potiguar também enfrenta a concorrência de Tereza Cristina (PP-MS) dentro da direita e deverá negociar espaços na estrutura do Senado para ampliar os apoios.
Paralelamente, o senador potiguar prepara uma carta programática para atrair o centro. O documento deverá defender a independência do Legislativo e sinalizar que sua presidência não será de oposição automática ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo a possibilidade de responsabilização de ministros por desvios de conduta.
Ponte na agenda
Cadu Xavier promete anunciar ainda em novembro, ao lado de Fátima Bezerra, novidades sobre a terceira ponte de Natal. O governador eleito voltou de Brasília afirmando que Lula renovou o compromisso com a obra. Falta apresentar localização, projeto, orçamento e fonte de financiamento.
Núcleo de confiança
Daniel Cabral e Luciana Daltro aparecem entre os nomes de maior proximidade com Cadu na preparação do governo. Coordenadora da transição e responsável pelo plano de governo, Luciana ganha exposição depois de uma atuação concentrada nos bastidores – no governo Fátima, ela é controladora-geral do Estado. Cabral acompanha as movimentações do governador eleito e é mencionado para a Casa Civil ou a articulação institucional. Hoje, ele comanda a Comunicação.
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Bloco em teste
O grupo que entregou a Kléber Rodrigues (PP) a coordenação das articulações para a presidência da Assembleia terá de conciliar interesses na eleição da Mesa com as negociações sobre a base de Cadu Xavier. O discurso de abertura de diálogo de Júlio César (PP) ao governador eleito mostra que a composição do grupo não encerra as conversas individuais sobre a futura relação com o Executivo.
Contas na Assembleia
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O parecer prévio do TCE sobre as contas estaduais de 2020 transfere à Assembleia a responsabilidade pelo julgamento definitivo. A recomendação foi de aprovação com ressalvas, por unanimidade, considerando também o contexto da pandemia. Entre os problemas estão R$ 437,3 milhões inscritos em restos a pagar sem disponibilidade financeira correspondente e despesas com pessoal acima dos limites legais. O parecer favorável mantém registradas as irregularidades e as recomendações de correção.
Orçamento de estreia
Gustavo Carvalho terá uma tarefa relevante na relação entre a Assembleia e o próximo governo: relatar, na Comissão de Finanças, o Orçamento estadual de 2027. Deputado reeleito pelo PL e adversário político da atual gestão, ele participará da análise da peça que orientará o primeiro ano de Cadu. A discussão permitirá observar como os parlamentares se posicionarão diante das prioridades do governador eleito e das limitações financeiras do Estado.
Oposição responsável
A deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) afirma que fará oposição ao governo Cadu Xavier, com abertura ao diálogo e apoio a propostas de desenvolvimento. “Não farei uma oposição com o fígado”, declarou. A parlamentar antecipa resistência a possíveis propostas de aumentos de tributos. Diz, porém, que a divergência ideológica não impedirá votos favoráveis à gestão. “É bom para o Estado, é bom para as pessoas, então vou votar sim, mesmo sendo oposição.”