A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) aderiu ao pedido de seis entidades empresariais nacionais por mais tempo para discutir o fim da escala 6×1 no Congresso. A manifestação reúne representantes da indústria, transporte, comércio, agropecuária, seguros e cooperativas. O grupo defende estudos, negociação com trabalhadores e governo, regras de transição e preservação dos acordos coletivos antes de reduzir a jornada sem diminuir salários.
Segundo estimativas da CNI, a redução do limite semanal de 44 para 40 horas poderá elevar os custos da indústria em até R$ 267,2 bilhões por ano, provocar retração de 0,7% no PIB, equivalente a R$ 76,9 bilhões, e aumentar os preços ao consumidor, em média, em 6,2%. São projeções da entidade, não resultados observados.

Segundo as empresas, a manutenção salarial aumentaria o custo da hora trabalhada e exigiria contratações, reorganização de turnos ou mudanças nos processos, com possíveis reflexos sobre preços, competitividade e empregos formais.
Em sondagem da CNI, 73% das empresas consultadas se disseram contrárias à jornada de 40 horas por determinação legal, e 57% rejeitaram a proibição da escala 6×1. Além disso, 85% esperam aumento dos custos com empregados, 82% preveem encarecimento dos fornecedores e 70% apontam perda de competitividade. O levantamento indica que 97% das indústrias seriam afetadas. No transporte, a CNT calcula custo adicional inicial de R$ 11,9 bilhões; na agropecuária, a CNA aponta dificuldades de contratação e manutenção das atividades nos períodos de maior demanda.
Aprovada pela Câmara, a PEC que acaba com a escala 6×1 está em discussão no Senado, com expectativa de votação nas próximas semanas.
Cartazes na mira
O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) criticou a colocação de cartazes contra o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em espaços públicos. Ao mencionar um vídeo de uma jovem afixando o material, classificou as mensagens como “fake news” e acusou a ação de envolver “dano ao patrimônio público e divulgação de mentiras”. Cartazes têm sido fixados nas dependências da UFRN.
Salada
A prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), causou burburinho nas redes sociais ao fazer uma publicação pedindo voto casado em Allyson (União) para governador e Lula (PT) para presidente. “Tô com Lula e Allyson”, escreveu a prefeita. Enquanto isso, também viralizou nas redes sociais a imagem de um carro adesivado em Baraúna com uma montagem das fotos de Cadu de Lula (PT) governador e Flávio Bolsonaro (PL) presidente.
Histórico
Pela primeira vez na história, cinco magistradas participaram, simultaneamente, de uma mesma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, na última quarta-feira 8. O colegiado contou com as desembargadoras Berenice Capuxú, Lourdes Azevedo e Sandra Elali e com as juízas convocadas Suzana Correa e Alba Azevedo. “Momento histórico”, disse Lourdes.
Missão
Reeleito com 73.217 votos para o 7º mandato, o deputado estadual Ezequiel Ferreira, atual presidente da Assembleia Legislativa, agradeceu aos eleitores e afirmou que o resultado amplia sua responsabilidade com o Estado. “O povo do Rio Grande do Norte não nos entregou um prêmio. Entregou-nos uma missão”, declarou. O deputado prometeu corresponder à confiança com “trabalho, equilíbrio, diálogo e respeito” e ressaltou que sua atuação também será destinada a quem não votou nele. “Aos mais de 3 milhões de potiguares, digo, esta cadeira também é de vocês”, afirmou.
Nulos
No Rio Grande do Norte, 73.316 eleitores tiveram o segundo voto para o Senado anulado por repetir o candidato escolhido na primeira votação. O levantamento é de O Correio de Hoje com base nos registros das 8.115 seções instaladas no Estado. As repetições responderam por 17,18% dos votos nulos na disputa. Cada eleitor podia escolher dois nomes diferentes: ao digitar o mesmo número novamente, apenas a segunda tentativa era anulada, mantendo-se válido o primeiro voto. Samanda de Lula (PT) foi a candidata com o maior número de repetições: 23.990 eleitores digitaram o número 131 nas duas escolhas, anulando o segundo voto.