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Blog do Agora

Sob rejeição de empresários, Lula faz ato com Cadu no Alecrim hoje

Comerciantes criticam horário da concentração, marcada para as 8h; mobilização foi transferida da Zona Norte para o Alecrim
Redação do jornal Agora RN
10/10/2026 | 00:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, estará em Natal neste sábado 10 para participar de uma passeata ao lado de Cadu de Lula (PT), que disputa o Governo do Rio Grande do Norte. A mobilização será realizada no Alecrim, com concentração a partir das 8h e caminhada prevista para as 10h, na Avenida Coronel Estevam. Inicialmente anunciado para a Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte, o ato foi transferido para um dos principais centros comerciais da capital.

A visita ocorre em um cenário de disputa pelo governo potiguar. O RN é o único estado do Nordeste que terá segundo turno para governador, marcado para 25 de outubro. Allyson Bezerra (União) terminou a primeira etapa com 733.809 votos, equivalentes a 36,94% dos válidos, enquanto Cadu recebeu 718.300, ou 36,16%. Separados por 15.509 votos, os candidatos buscam ampliar suas bases de apoio, e a presença de Lula integra a mobilização petista pelas candidaturas estadual e presidencial.

Lula ao lado de lideranças políticas
Lula ao lado de lideranças políticas — Foto: Ricardo Stuckert

A realização do evento pela manhã, porém, provocou protesto de comerciantes, representados pela Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba). O presidente da entidade, Matheus Feitosa, criticou o horário da concentração e afirmou que a movimentação política pode prejudicar as vendas no período que antecede o Dia das Crianças. “Marcar um evento com concentração às 8h da manhã — justamente no horário de maior pico e fluxo do nosso comércio — é afastar o consumidor, travar as ruas e sufocar o lojista!”, escreveu.

Feitosa pediu que o ato seja transferido para a tarde, como forma de preservar o movimento nas lojas. Segundo ele, a entidade não se opõe à realização de manifestações, mas cobra atenção aos impactos sobre a atividade econômica do bairro. “A Aeba não é contra manifestações, mas exige bom senso e respeito a quem trabalha, gera empregos e sustenta milhares de famílias no Alecrim”, declarou.

O dirigente também ressaltou a importância das vendas de outubro: “A véspera do Dia das Crianças é a nossa grande chance de faturamento do mês”.

NÃO VEM

Flávio Bolsonaro não vai visitar o Rio Grande do Norte durante a campanha do segundo turno das eleições de 2026. Segundo Rogério Marinho, a prioridade será concentrar a agenda do candidato à Presidência nos estados com maior número de eleitores. No Nordeste, o foco será Bahia, Ceará e Pernambuco.

DOIS CAMINHOS

A campanha de Allyson (União) tem a expectativa de receber, nos próximos dias, o apoio do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que votou em Álvaro Dias (PL) no primeiro turno. Interlocutores do prefeito apontam que só há uma hipótese descartada: a de apoio a Cadu de Lula (PT). Uma eventual neutralidade é avaliada.

TUCANOS

Cadu de Lula, por sua vez, aguarda as adesões do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e da deputada Cristiane Dantas. Os dois foram reeleitos pelo PSDB. No primeiro turno, Ezequiel apoiou formalmente Álvaro, mas fez dois acenos públicos a Allyson. E tem ótima relação com a governadora Fátima Bezerra.

MOSSORÓ

Suplente na chapa de Zenaide Maia (PSD), Odete Lopes (União) não escondeu a frustração com o desempenho da candidatura em Mossoró, onde se esperava ampla votação devido à popularidade de Allyson. “Nós esperávamos mais de Mossoró. Mas entendemos também que Allyson tinha a campanha dele. Eu acredito que, se tivesse casado mais os votos, o resultado poderia ter sido diferente, porque realmente foi muito pouco”, afirmou. Na cidade, Zenaide ficou em 4º lugar, com 16,12%, atrás de Styvenson Valentim (29,85%), Samanda de Lula (17,15%) e de Coronel Hélio (16,95%).

6 X 1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta da próxima quarta-feira 14 a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6 por 1. A pauta prevê a última sessão para discussão da proposta e a votação em primeiro turno do texto no Plenário da Casa.