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Opinião

Câmara pode abrir outro processo de cassação contra Brisa e um novo contra Faustino

Confira a coluna de opinião desta quarta-feira 26
Coluna Opinião
26/11/2025 | 05:20

O dia promete ser quente na Câmara Municipal de Natal. Nesta quarta-feira 26, devem ir à votação no plenário dois pedidos de abertura de processos de cassação. A briga, mais uma vez, é entre os vereadores Brisa Bracchi (PT) e Matheus Faustino (União).

A vereadora do PT propõe a cassação de Faustino por quebra de decoro parlamentar, após ele falar na semana passada, sem provas, em “venda de sentença” por parte de desembargadores do TJRN. A encomenda da sentença seria do PT, para evitar a cassação de Brisa em processo na Câmara que foi arquivado ontem.

Câmara pode abrir outro processo de cassação contra Brisa e um novo contra Faustino
Câmara pode abrir outro processo de cassação contra Brisa e um novo contra Faustino - Foto: Francisco de Assis / CMN

Já o vereador do MBL vai insistir em cassar Brisa por destinar emenda para o evento Rolé Vermelho, já que o processo anterior morreu. Agora, porém, haverá um aditivo de novos fatos: o suposto envio de emendas por Brisa para financiar eventos privados que cobraram entrada.

Ontem, dois processos de cassação caíram por terra. O de Brisa foi arquivado por decurso de prazo sem votação do mérito. Já a denúncia contra Luciano Nascimento (PSD) – por usar verba pública para celebrar o próprio aniversário – nem foi aberto. Por 21 a 5, o plenário enterrou o caso.

A ver como será a opinião dos vereadores para os dois novos casos. Está aberta a temporada de pedidos de cassação de mandatos. O precedente foi aberto por Faustino e agora deverá ser copiado por outros parlamentares. Enquanto isso, a discussão sobre os grandes temas da cidade segue paralisada.

‘VAMOS PARAR COM ESSA CACHORRADA’

Tárcio de Eudiane voltou a dizer ontem que é contra a cassação de vereadores na Câmara de Natal. Segundo ele, os recentes processos discutidos na Casa, contra Brisa Bracchi e Luciano Nascimento, são um desvio do que deveria ser a prioridade legislativa. “Você acha que a Câmara Municipal está certa? Porque isso para mim já é uma cachorrada. Passou de uma vergonha. Natal precisa de vereadores que discutam Natal.” Em desabafo da tribuna da Câmara, o vereador afirmou que nenhum parlamentar foi eleito para “cassar mandato de ninguém”.

DISPUTA

Os recentes episódios envolvendo a Câmara aqueceram o debate sobre a sucessão do presidente Eriko Jácome (PP). Entre os vereadores, já existe até quem faça campanha. O atual líder do governo na Casa, Aldo Clemente (PSDB), é o favorito para ser o futuro presidente. Mas Kleber Fernandes (Republicanos) também é cotado. O mandato de Eriko como presidente vai até o fim de 2026.

HERANÇA

A governadora Fátima Bezerra (PT) vai deixar para o vice Walter Alves (MDB) um aumento expressivo na folha de pessoal. A pressão sobre o orçamento será tão grande que deputados avaliam até que há risco de atraso de salários a partir de abril, quando Walter assumirá o governo. Mas não será só problema. Fátima acabou de conseguir no STF a homologação de um acordo com a União – a partir do acerto, o Estado vai conseguir aval para empréstimos de até R$ 855 milhões. Os investimentos vão ser feitos principalmente pela gestão Walter.

FUTURO

Jean Paul Prates já tem destino certo após oficializar sua saída do PT. O ex-senador e ex-presidente da Petrobras deverá se filiar ao PDT, legenda sobre a qual ele já tem influência. A atual líder do partido é a ex-deputada Márcia Maia. Na carta divulgada na segunda, Jean já havia dito que não sairia do campo progressista.

CONTRAPONTO

Os condenados pela trama golpista têm sido presos com uma série de cuidados de militares e da PF para que as ações tenham a máxima discrição. O ex-comandante da Marinha Almir Garnier, por exemplo, deixou o hotel de Brasília onde estava hospedado pela garagem, permitida apenas a funcionários, em uma comitiva de carros descaracterizados e com vidros escuros, sem pessoas fardadas por perto. No caso de Jair Bolsonaro, até uma película espelhada foi providenciada na sede da PF para que ninguém veja o ex-presidente no cárcere. Nem parece a Lava Jato, que fazia a questão de expor os investigados em ações espetacularizadas.