O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos de prisão por participar da trama golpista no fim do governo Bolsonaro, está nos Estados Unidos. Faltando poucos dias para sua prisão ser decretada, para cumprimento da pena, ele foi para a Flórida, onde agora está num condomínio de luxo com lago artificial e praia particular. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua prisão, mas a execução agora ficará mais complicada.
O ex-diretor da Abin não é o primeiro bolsonarista a fugir do País. O colunista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo, registra que, nos últimos meses, quatro parlamentares embarcaram rumo aos Estados Unidos para escapar da Justiça brasileira.

O primeiro foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele decolou em fevereiro, no mesmo dia em que o Supremo recebeu pedido para apreender seu passaporte. Nos EUA, passou a atuar contra o Brasil, o que gerou o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades.
Hoje Eduardo é réu por coação no curso do processo. Nesta semana, o filho de Jair Bolsonaro foi a El Salvador.
Em julho, foi a vez de o senador Marcos do Val (Podemos-ES) escapar. Investigado por atacar integrantes da PF, ele desrespeitou ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar os passaportes. Guardou o diplomático, de capa vermelha, e passou pela alfândega sem ser incomodado.
A fuga mais notável até aqui foi a de Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de cadeia após contratar um hacker para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Ela atravessou a fronteira com a Argentina, decolou para os EUA e de lá seguiu para a Itália. Acabou presa perto do Vaticano e agora tenta evitar a extradição para o Brasil.
EXONERAÇÃO
O auditor fiscal Pedro Lopes encerrou sua passagem pelo Governo Fátima. Ele estava na gestão desde o início, exercendo inicialmente o cargo de controlador-geral e, desde 2023, como secretário de Administração. Ele entregou o cargo para assumir a vice-presidência da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). Pediu exoneração em 11 de novembro, mas só tornou pública a decisão na última quarta-feira 19.
PARIDADE DE ARMAS
O auditor fiscal Pedro Lopes encerrou sua passagem pelo Governo Fátima. Ele estava na gestão desde o início, exercendo inicialmente o cargo de controlador-geral e, desde 2023, como secretário de Administração. Ele entregou o cargo para assumir a vice-presidência da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). Pediu exoneração em 11 de novembro, mas só tornou pública a decisão na última quarta-feira 19.
QUEM FALA ASSIM…
O vereador Irapoã Nóbrega (Republicanos) subiu o tom e pediu a Matheus Faustino (União) que não use as redes sociais para pressionar os colegas a votar a favor da cassação de Brisa Bracchi (PT). Em discurso em sessão plenária antes do feriado, Irapoã se solidarizou com vereadores que vêm sendo constrangidos e pediu que seu nome não seja envolvido no movimento de pressão. “Tire meu nome de qualquer coisa que você publicar. Eu não sei os demais vereadores, mas Irapoã não aceita ser pressionado por você, que chegou junto comigo aqui da mesma forma”, afirmou o ex-secretário da Semsur.
…NÃO É GAGO
A cobrança de Irapoã acontece após Faustino criar um site – chamado Fora Brisa – em que exibe o posicionamento de cada parlamentar sobre o processo. No portal, foram divulgados contatos dos vereadores, incluindo número de telefone pessoal, além das informações públicas sobre o gabinete. Matheus nega, mas o print é eterno e mostra contatos pessoais dos vereadores expostos na plataforma.
CURSO SUPERIOR
O Ministério da Educação autorizou o curso de graduação em Engenharia Elétrica da Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais do Senai do Rio Grande do Norte – a Faeti. O curso terá 3.950 horas, o equivalente a cinco anos de duração, e será ofertado presencialmente no campus da instituição, em Natal. A Faeti é a primeira Faculdade do Brasil com foco em energias renováveis.
ÓDIO DE LULA
Parlamentares que conversaram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmam que nunca viram ele com tanto “ódio” de Lula como agora, depois da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. Alcolumbre tinha outro candidato, o senador Rodrigo Pacheco, que foi preterido.