BUSCAR
BUSCAR
Bolsonaro

Bolsonaro e julgamento no STF são tema da capa da “The Economist”

Publicação aborda julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e compara situação política do Brasil à de outros países
Redação
28/08/2025 | 17:03

O ex-presidente Jair Bolsonaro está na capa da edição desta semana da revista britânica “The Economist”, que chega às bancas nesta quinta-feira 28. A publicação aborda o julgamento do ex-presidente, que começa na próxima terça-feira (2 de setembro).

Ao divulgar a nova edição nas redes sociais, a revista afirmou: “O Brasil oferece uma lição de democracia para uma América que está se tornando mais corrupta, protecionista e autoritária”.

zfdgdfhdh
Revista retrata Bolsonaro com rosto pintado com cores do Brasil e chapéu semelhante ao usado por extremista durante invasão ao Capitólio - Foto:

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, foi retratado com o rosto pintado com as cores do Brasil e usando um chapéu semelhante ao do “viking do Capitólio”, um apoiador extremista de Donald Trump durante a invasão ao Congresso americano em 2021.

A revista o chama de “polarizador” e “Trump dos trópicos” e afirma que o ex-presidente e seus aliados “provavelmente serão considerados culpados” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A publicação acrescenta que “o golpe fracassou por incompetência, e não por intenção”.

A reportagem da “The Economist” classifica o Brasil como “um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista”, citando outros exemplos, como Estados Unidos, Reino Unido e Polônia. A revista relaciona a manchete “O que o Brasil pode ensinar para a América” a ações recentes de Donald Trump, incluindo imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, além de tentativas de interferência no Fed e ameaças a cidades controladas por adversários democratas.

“Isso nos remete a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos, habitualmente, desestabilizavam os países latino-americanos. Felizmente, a interferência do Sr. Trump provavelmente sairá pela culatra. (…) Ao contrário de seus pares nos Estados Unidos, muitos dos políticos tradicionais do Brasil, de todos os partidos, querem seguir as regras e progredir por meio de reformas. Essas são as marcas da maturidade política. Pelo menos temporariamente, o papel do adulto democrático do hemisfério ocidental se deslocou para o sul”, conclui a reportagem.

NOTÍCIAS RELACIONADAS