Em todos os momentos políticos, há estratégias silenciosas e barulhentas, a depender do interesse de cada partido, político ou de cada candidato, como é o caso de agora, em que estamos às vésperas de um novo processo eleitoral – no caso, nos municípios.
Especificamente na disputa pela Prefeitura do Natal, existem posições bem diferentes.

Quem está fazendo barulho é Rafael Motta (PSB). Ele percebeu que estava ficando tarde para lançar seu nome no jogo. Agora, ele está aí com a candidatura posta e de vez em quando está lembrando que pode ser candidato a prefeito e, com isso, atrapalhar outras pré-candidaturas, com maior repercussão para Natália Bonavides (PT) e o ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD).
No caso de Paulinho Freire (União Brasil), o impacto é menor, já que Rafael já disse que considera o deputado de direita e não está fazendo nenhum gesto que possa significar uma aproximação.
Já com Carlos Eduardo ou Natália, é possível uma composição. Rafael pode ser tanto candidato a prefeito como vice de alguma dessa outras duas candidaturas.
O que Rafael não esperava é que o PT fosse fazer pressão junto ao PSB nacional para tirá-lo da disputa. O PT tem força, está no governo federal e o PSB faz parte desse arranjo nacional. Pode ser que o PT potiguar tenha força de retirar a candidatura do ex-deputado. Neste caso, Rafael poderá reivindicar pelo menos o espaço de vice. Teria essa compensação.
No caso de Carlos Eduardo, não. O ex-prefeito está esperando para ver o que vai fazer o prefeito Álvaro Dias (Republicanos). Se Álvaro for apoiá-lo, adota um comportamento. Se não for, Carlos se transforma em oposição.
Mais ou menos a mesma coisa está fazendo Paulinho Freire, que também deseja ter o apoio do prefeito. Se Álvaro Dias for apoiar Paulinho, o deputado defenderá a atual administração. Já se Álvaro for apoiar outro candidato – no caso, Carlos Eduardo –, Paulinho poderá ir para a oposição.
As estratégias vão mudando de ponto a ponto. Por enquanto, é um jogo de xadrez: com cada um esperando um movimento do outro. Sempre que podem, dão pequenas estocadas aqui e acolá. Mas quase ninguém está falando de ninguém, porque pode ser que, nesse tabuleiro, as coisas se modifiquem e um apoio pode fazer a diferença.
Com isso, silêncio estão fazendo os pré-candidatos Paulinho Freire e, em menor grau, Carlos Eduardo, com relação a Álvaro Dias. E Natália Bonavides está forçando a barra em Brasília para não ter Rafael contra nas eleições de outubro.