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Economia

Com 50 anos de atuação no RN, Sebrae projeta o futuro: “Temos que nos preparar”

Em entrevista ao AGORA RN, Zeca Melo falou da importância do Sebrae ao fortalecer ecossistema de micro e pequenos empreendedores no Rio Grande do Norte
Douglas Lemos
22/08/2023 | 07:02

Fomentar o ecossistema de empreendedorismo, preparar e qualificar empresários potiguares para as inovações que o mundo digital exige. Estas são algumas das missões cumpridas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que completa 50 anos de atuação no Rio Grande do Norte em 2023.

Considerado crucial ao empreendedorismo, o Sebrae atua de forma ativa no desenvolvimento econômico de diversos mercados no RN durante as cinco décadas de atuação. “O Sebrae, tem um apoio incalculável a milhares de pequenas empresas que foram atendidas nesses últimos 50 anos, ou de forma individual, ou coletivamente, em grandes segmentos como a confecção, a apicultura, fruticultura, alimentos e bebidas, turismo. Mas eu acho que a grande marca que a gente tem é incorporar aos temas da prioridade da sociedade do Rio Grande do Norte, a questão do empreendedorismo e o apoio à pequena empresa, um apoio expressivo à livre iniciativa, àqueles que querem montar seus negócios e progredir na vida”, avaliou Zeca Melo, diretor-superintendente do Sebrae, em entrevista ao AGORA RN.

Zeca Melo. Foto: José Aldenir/AgoraRN
Zeca Melo. Foto: José Aldenir/AgoraRN

A importância do Sebrae também apareceu de forma nítida durante a pandemia de covid-19, período em que vários empresários precisaram se reinventar para manter a rentabilidade; o que revolucionou as formas de negócio e até de atendimento do órgão. “Atendendo milhares de empresas de forma digital. O que nos deu mais experiência para estruturar um esquema de atendimento à distância digital que vai a pleno vapor. A gente teve suporte na área de crédito. Mesmo sabendo que o recurso para uma pequena empresa foi escasso. Nós tivemos uma atuação muito boa na área de crédito com as empresas da área de turismo. Que foram as mais sacrificadas. E estimulando e apoiando as alimentações. Das empresas, principalmente das de alimentos. Com o econômico e essa coisa toda. Eu acho que foi uma experiência [a pandemia] que a gente não espera que se repita, né? Mas que deixou muitos ensinamentos aqui pra nós”, analisou.

Se antes o digital já apontava revoluções em termos de empreendedorismo, a pandemia acelerou algumas questões. O que fez o próprio Sebrae se adaptar e mudar a forma de trabalho, passando a oferecer o digital como uma ponte que aproxima o órgão dos empreendedores.
“A gente já tem uma participação. Eu acho que a gente deve ter atendido aí esse ano, aqui e hoje 75 mil PJs diferentes, sabe? Eu imagino que um terço disso já é feito de forma digital. Ou com atendimento via as redes sociais, via portal, via call center, ou com atendimento de chat, um atendimento digital de um contra o outro. Um cara que está em casa faz uma pergunta e a gente resolve por aqui. É um digital, mas presencial”, pontua Melo.

O diretor também faz questão de frisar o papel do Sebrae de parceria com setores específicos, como os Parque Tecnológico do estado, o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN), instituto Senai e também do Senac. Outro ponto, é servir de ponte entre empreendedores e instituições bancárias, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Sicoob, que facilitam o acesso de crédito a quem precisa.

O impacto econômico, segundo Zeca Melo, é refletido nas empresas que mais geram empregos no Rio Grande do Norte. “Olha, quem emprega no Brasil, no Rio Grande do Norte, são as empresas com menos de 10 empregados, são essas que têm que segurar o emprego. Então, não, a gente não pode pensar em nenhum programa de subsídio econômico sem dar uma prioridade ostensiva à pequena empresa”, observou.

Visando o futuro, o diretor do Sebrae defende que para fortalecer o empreendedorismo para os próximos anos, é necessário acompanhar as novas relações de trabalho, comerciais, os produtos e a revolução que os meios digitais proporcionam ao ambiente de negócios. “Nós temos que nos preparar, nossas empresas, nossas pequenas empresas, nós temos que melhorar a competitividade. Competitividade, eu acho que é a palavra-chave, né? Sem dúvida. E com o olhar para as economias locais, para as vocações regionais e dos biomas. Então, essa é a pegada do futuro”, projetou.