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Desmprego

RN tem menor desemprego da série

Taxa de desocupação recua para 7,6% no primeiro trimestre de 2026, menor índice para o período desde o início da Pnad Contínua
Por O Correio de Hoje
14/05/2026 | 14:13

A taxa de desocupação do Rio Grande do Norte caiu para 7,6% no primeiro trimestre de 2026 e atingiu o menor nível já registrado para o período de janeiro a março desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 9,9%, houve recuo de 2,3 pontos percentuais. Em relação ao último trimestre do ano passado, porém, o indicador apresentou variação positiva de 0,9 ponto percentual, movimento considerado de estabilidade estatística pelo instituto. Em Natal, a taxa de desocupação ficou em 5,9% no período.

Sine Copia
Muitos potiguares utilizam-se do Sine para conseguir emprego formal Foto: José Aldenir

Com o resultado, o IBGE estima que o Rio Grande do Norte encerrou os três primeiros meses do ano com cerca de 113 mil pessoas desocupadas, redução de 39 mil pessoas frente ao mesmo período do ano anterior, equivalente a uma queda de 25,4%.

Por outro lado, o número de pessoas ocupadas no estado foi estimado em 1,374 milhão no trimestre encerrado em março, o que representa retração de 2,7% em relação ao trimestre anterior. O nível de ocupação ficou em 48,1%, recuo de 1,4 ponto percentual frente aos últimos meses de 2025.

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Comparando com o 1º trimestre de 2025, houve recuo de 2,3 pontos percentuais Fonte: IBGE

Os dados da pesquisa apontam ainda que o estado possuía 444 mil trabalhadores com carteira assinada no setor privado e 208 mil empregados sem carteira assinada no primeiro trimestre deste ano. O rendimento médio mensal real habitual ficou em R$ 2.953, valor considerado estável pelo IBGE e R$ 72 acima do registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2025, quando o rendimento médio era de R$ 2.881.

A informalidade no mercado de trabalho potiguar apresentou novo recuo. A taxa ficou em 41,5% no primeiro trimestre de 2026, 0,6 ponto percentual abaixo da observada no trimestre anterior, de 42,1%. Apesar de permanecer acima da média nacional, de 37,3%, o índice do Rio Grande do Norte foi o menor entre os estados do Nordeste e ficou abaixo da média regional, de 48,9%.

Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pela redução de 10,4% no número de trabalhadores por conta própria sem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), maior queda registrada no país nesse segmento. O instituto estima que havia cerca de 570 mil pessoas em situação de trabalho informal no estado no período analisado.

A pesquisa considera como trabalhadores informais empregados do setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem registro formal e trabalhadores familiares auxiliares.

Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento. O número de pessoas que desistiram de procurar emprego no Rio Grande do Norte caiu para 60 mil no primeiro trimestre de 2026. O volume representa redução de 17,9% em relação ao trimestre anterior, quando o estado contabilizava 73 mil desalentados, e queda de 24,9% frente ao mesmo período de 2025, quando eram aproximadamente 80 mil pessoas nessa condição.

O percentual de desalentados na força de trabalho ampliada do estado ficou em 3,9%, recuo de 0,7 ponto percentual na comparação trimestral. O grupo inclui pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir uma ocupação, mas desistiram de procurar emprego por fatores como ausência de oportunidades, falta de experiência ou limitações relacionadas à idade.

Os resultados reforçam um cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho potiguar, marcado pela redução do desemprego, da informalidade e do desalento, embora ainda convivendo com desafios ligados à qualidade da ocupação e à estabilidade do emprego formal.