A imprensa nacional classificou como patética a aparição do senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição do Senado, em prantos durante audiência pública proposta pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) na Comissão de Segurança Pública do Senado. O choro foi pelos terroristas presos pelos ataques golpistas do dia 8 de Janeiro. Ao receber a palavra, Rogério Marinho fez biquinho e começou a chorar. Aos prantos, foi consolado pelo pai, o ex-senador Valério Marinho, e pelo senador Magno Malta (PL-ES).
Ao retomar a fala, ainda choramingando, Marinho afirmou aos colegas, entre eles Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sentado quase a seu lado, que “todos nós temos uma responsabilidade muito grande”. Referindo-se a Gabriella Ritter, que preside a “Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro”, Marinho lamentou que os bolsonaristas tenham sido “arrebanhados como gado”, em relação à prisão no 8 de Janeiro, e não às mentiras propagadas pela extrema-direita, que rendeu aos apoiadores de Bolsonaro o apelido de “gado”.

Diga-se de passagem, os presos que merecem tanta comoção de Marinho estão em condições comprovadas de salubridade, ao contrário do que acontece com a maioria dos apenados País afora. Muitos deles são vítimas de tortura nos presídios brasileiros, como apontam a ONU e relatórios nacionais. Marinho, assim como seus colegas bolsonaristas, nunca se importou com eles. Ao contrário, há anos disseminam ódio contra essas pessoas – “bandido bom é bandido morto” – e negam até mesmo os direitos básicos ao se colocarem na linha de confronto com os direitos humanos.
Chacota
O deputado federal Fernando Mineiro (PT) não deixou passar em branco o choro de pesar de Rogério pelos golpistas de 8 de janeiro presos. “Já eu chorei pela democracia atacada, pelos mais de 700 mil mortos pela Covid-19, pelas milhões de pessoas desempregadas e passando fome”, escreveu no Twitter. “E ri pela democracia que venceu”, complementou.
Passos
A senadora Zenaide Maia entrou em cena para atrair a deputada Terezinha Maia para o PSD. Neste momento, a deputada de São Gonçalo do Amarante aguarda a saída do deputado federal João Maia do PL. Ela não quer entrar na guerra entre os bolsonaristas e o ex-comandate do PL. Mas Terezinha também não vai ficar sob a liderança do senador Rogério Marinho. Ela prefere ficar aliada ao Governo Fátima Bezerra.
Inelegível
A vice-prefeita Kátia Pires anda muito tranquila quanto ao fato de o União Brasil ter hoje dois nomes como postulantes à Prefeitura de Parnamirim. É que o apresentador Salatiel de Souza (União Brasil) não teria condições de ser candidato em 2024. Há 15 anos, ele foi réu na “Operação Impacto”, deflagrada pelo Ministério Público, que investigou suposta prática de corrupção passiva e gerou a condenação de 17 vereadores de Natal, em 2007, por compra de votos para aprovação do Plano Diretor em 2007. Existem opiniões de juristas de que Salatiel ainda estaria inelegível para outubro do próximo ano.
Estratégia
O ex-senador José Agripino Maia já tem um plano para salvar a amiga Kátia Pires na sucessão em Parnamirim. Quer tentar o apoio de Salatiel para a vice-prefeita e, quem sabe?, unir o bloco do prefeito Taveira e do deputado estadual Taveira Júnior. O problema vem sendo o crescimento do presidente da Câmara, Wolney França, que, segundo a Exatus, encostou em Kátia e empatou com Salatiel.
Mudança de cenário
Outro ponto que o presidente estadual do União Brasil vem discutindo é a possibilidade de o prefeito Taveira não cumprir o combinado com o União Brasil e não apoiar Kátia para prefeita. A primeira-dama Alda Leda já deixou escapar que Kátia daria uma boa vice de um nome confiável do marido. Enquanto o carnaval de Pirangi não começar, Taveira vai cozinhando Kátia e Salatiel. Nesse cenário, no momento certo, anunciaria apoio a Wolney.
Vermelhou
Ontem a governadora Fátima Bezerra foi celebrar o aniversário do América Futebol Clube, tombando sua sede social, na Avenida Rodrigues Alves. “Este é um importante marco da história, da cultura e da sociedade de Natal e do Rio Grande do Norte”, disse. Depois do episódio, a governadora cancelou a agenda que faria em Cruzeta e Caicó, mas manteve hoje Currais Novos, onde participa da Feirinha de Sant’Ana. Fátima está se recuperando de uma virose.
União
Foi oficializada em sessão extra do Diário Oficial desta sexta-feira 14 a exoneração de Daniela Carneiro do Ministério do Turismo e a nomeação do deputado Celso Sabino (União Brasil-PA) para comandar a pasta. Os deputados Benes Leocádio e Paulinho Freire, ambos do União Brasil, estão vibrando com o novo ministro. Os dois assinaram o ofício da bancada defendendo a nova nomeação.
Educação
O prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), fechou um acordo com os professores da rede municipal de ensino e anunciou que eles terão neste mês um reajuste de 7%, menos da metade do que a categoria tem direito em 2023. O anúncio foi feito após uma reunião do prefeito com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte-RN) na sede da Prefeitura de Natal. Com o acordo fechado, o projeto de lei que trata do reajuste vai ser encaminhado para a Câmara Municipal, que votará o tema em sessão extraordinária, já que a Casa está em recesso.
Pendências
Os professores têm direito a um aumento de 14,95% este ano. A proposta de Álvaro Dias, que foi acatada, é implantar 7% de aumento em julho e deixar o retroativo acumulado entre janeiro e junho para ser quitado nos primeiros quatro meses de 2024. Não foi apresentada até agora nenhuma proposta para pagar os 33,24% do ano passado e os 6,42% que a prefeitura ainda deve aos professores de 2020. Ficarão pendentes, também, os outros 7,95% de 2023.
Tortura
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej) emitiram uma nota nesta sexta-feira 14 defendendo a aprovação do projeto de lei no Rio Grande do Norte que trata da criação do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT).
Rodoviários
Os rodoviários de Natal aprovaram indicativo de greve para a próxima quarta-feira 19. Os trabalhadores cobram um aumento de 9% nos salários, enquanto os empresários oferecem só 3%.