O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado 31 que não pretende se encontrar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sua permanência na Flórida. Apesar disso, declarou que o candidato derrotado na eleição presidencial brasileira poderá permanecer no país pelo tempo que desejar.
“Não há planos de encontro, mas acho que ele foi tratado muito mal. Pode ficar aqui o tempo que quiser”, disse Trump durante uma conversa com jornalistas em uma festa de Halloween realizada em Mar-a-Lago, sua residência na Flórida.

Questionado se já havia conversado com Flávio, o presidente americano não respondeu diretamente. Em seguida, repetiu que o senador poderia permanecer nos Estados Unidos e classificou a eleição brasileira como uma “vergonha”, sem apresentar provas de fraude ou irregularidade.
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Lula foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos.
Saída ocorreu após ordem judicial
Flávio chegou a Miami nesta quarta-feira 28, acompanhado da mulher e das duas filhas. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador e proibi-lo de deixar o Brasil.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro. Os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados depois da decisão.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a própria PF esclareceu que as restrições impostas aos documentos de viagem, isoladamente, não transformavam Flávio em foragido nem autorizavam sua prisão. Até então, não havia mandado de prisão contra o senador.
Flávio atravessou a fronteira entre Brasil e Argentina e embarcou em uma aeronave particular. Depois de fazer uma escala no Equador, chegou aos Estados Unidos.
Governo americano nega participação na viagem
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado que o governo americano tenha ajudado a organizar a saída de Flávio do Brasil.
“Nós não facilitamos nada”, afirmou Rubio. Segundo ele, as autoridades americanas foram informadas da chegada do senador e Trump tomou a decisão de permitir sua entrada no país. O secretário não detalhou qual é a condição migratória concedida ao brasileiro.
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Congressistas cobram esclarecimentos
Um grupo de 25 parlamentares democratas enviou uma carta ao Departamento de Estado para pedir informações sobre a entrada de Flávio nos Estados Unidos. Os congressistas querem saber se autoridades americanas tinham conhecimento da restrição judicial e se algum órgão participou da organização da viagem.
O documento também solicita esclarecimentos sobre o visto ou a autorização utilizada pelo senador. O grupo pediu que o Departamento de Estado apresente uma resposta e participe de uma reunião com o Congresso até 13 de novembro.
Flávio ainda não reconheceu publicamente a vitória de Lula. O PL, entretanto, afirmou que aceita o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha cobrado esclarecimentos sobre questionamentos relacionados à apuração.
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