O Cruzeiro conquistou seu primeiro título da Libertadores feminina ao vencer o Corinthians por 5 a 4 nos pênaltis, depois de empatar por 4 a 4 no tempo regulamentar, neste sábado 31, em Quito, no Equador. A equipe mineira chegou a perder por 3 a 0, mas conseguiu igualar o placar e decidiu a final com uma defesa da goleira Camila na cobrança da lateral Gi Fernandes.
A conquista encerrou a primeira participação do Cruzeiro no torneio com uma campanha invicta. O Corinthians, maior campeão da competição, buscava a quarta taça consecutiva e a sétima de sua história.

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A equipe paulista marcou quatro vezes com duas jogadoras: a meio-campista Vic Albuquerque e a meia Gabi Zanotti fizeram dois gols cada. Pelo Cruzeiro, marcaram a zagueira Vitória Calhau, as atacantes Byanca Brasil e Letícia Ferreira e a lateral Ketlin. O gol de Letícia saiu nos acréscimos e levou a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, o Cruzeiro fechou a disputa em 5 a 4. Camila defendeu a tentativa de Gi Fernandes e confirmou o título mineiro depois de uma final com oito gols no tempo regulamentar.
O encontro colocou frente a frente equipes que haviam chegado à decisão com números distintos. O Corinthians venceu os cinco primeiros jogos, tinha 100% de aproveitamento e apresentava o melhor ataque, com 21 gols. Na semifinal, superou o Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 1.
O Cruzeiro havia construído sua campanha com a melhor defesa. Antes da final, sofrera apenas um gol, na vitória por 2 a 1 sobre a LDU, do Equador, na estreia. Para garantir a vaga na decisão, venceu o Olimpia, do Paraguai, por 1 a 0 na semifinal.
O histórico do confronto também favorecia o Corinthians. Antes da disputa em Quito, os clubes haviam se enfrentado 17 vezes no futebol feminino, com 12 vitórias paulistas, dois empates e três triunfos mineiros. A primeira partida entre eles ocorreu em 7 de setembro de 2020.
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No encontro mais recente antes da final, disputado em 7 de setembro de 2026 pelo Campeonato Brasileiro feminino, o Corinthians venceu por 3 a 1 no Canindé, em São Paulo. Na decisão continental, porém, o Cruzeiro conseguiu reverter a desvantagem inicial e conquistar a taça.
Com duas equipes brasileiras na final, o país já tinha assegurado mais um título antes mesmo da partida. A conquista cruzeirense elevou para 15 o número de troféus do Brasil em 18 edições da Libertadores feminina.
O Corinthians responde por seis dessas conquistas, obtidas em 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. O Cruzeiro passou a integrar a relação de campeões brasileiros ao lado do clube paulista, do São José, que tem três títulos, da Ferroviária e do Santos, com dois cada, e do Palmeiras, com um.
Somente três clubes de outros países venceram a competição: o Colo-Colo, do Chile, em 2012; o Sportivo Limpeño, do Paraguai, em 2016; e o Atlético Huila, da Colômbia, em 2018.
O título renderá ao Cruzeiro US$ 2 milhões, aproximadamente R$ 10 milhões. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) manteve os valores pagos na edição de 2025. Como vice-campeão, o Corinthians receberá US$ 600 mil.
O Santa Fe ficou com o terceiro lugar ao vencer o Olimpia por 4 a 3 e receberá US$ 250 mil pela colocação.
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