A GWM deu mais um passo para ampliar sua presença no mercado brasileiro de veículos de grande porte. O Tank 400, utilitário esportivo híbrido plug-in da fabricante chinesa, foi flagrado em testes no país e deve ser apresentado oficialmente nas próximas semanas, reforçando a estratégia da empresa de disputar espaço em um segmento historicamente dominado pelo Toyota SW4. O modelo é apontado como um dos principais lançamentos da marca para 2026 e tem estreia comercial prevista para o segundo semestre.
As imagens do veículo circulando em vias brasileiras foram divulgadas pelo perfil especializado Placa Verde, no Instagram, e surgem após sucessivos adiamentos desde o anúncio inicial da chegada do modelo ao país, feito pela GWM em 2024. A expectativa do mercado é que o SUV seja apresentado oficialmente durante os eventos programados pela fabricante em agosto, antes do início das vendas. A aposta da montadora é ocupar uma faixa intermediária entre o Tank 300 e o Tank 700, ampliando sua oferta de utilitários esportivos no Brasil. Pelo posicionamento de preço, estimado em torno de R$ 400 mil, o Tank 400 deverá competir diretamente com versões de cinco lugares do Toyota SW4, agregando como diferencial um conjunto mecânico eletrificado e maior oferta de equipamentos de conforto e assistência à condução.

O modelo mede 4,99 metros de comprimento, tem 2,85 metros de entre-eixos, 1,96 metro de largura e 1,90 metro de altura. O desenho privilegia linhas retas e proporções típicas de veículos voltados ao uso fora de estrada, mantendo a identidade visual da linha Tank, criada para disputar espaço no segmento de SUVs com perfil mais robusto.
Na China, o Tank 400 é comercializado em versões equipadas apenas com motor a combustão e também na configuração híbrida plug-in (PHEV). Para o mercado brasileiro, a expectativa é que a GWM opte exclusivamente pela motorização eletrificada, formada por um motor 2.0 turbo associado a propulsores elétricos. A versão de entrada entrega potência combinada de 421 cavalos e torque de 76,4 kgfm, com transmissão automática de nove marchas e sistema de tração integral permanente por meio de cardã e diferencial traseiro convencional.
O conjunto utiliza baterias de 37,1 kWh ou 59,05 kWh no mercado chinês. A configuração mais provável para o Brasil é a de menor capacidade, que oferece autonomia elétrica de 105 quilômetros no ciclo chinês NEDC. Considerando o padrão de medição do Inmetro, mais rigoroso, a estimativa é que o alcance exclusivamente elétrico fique em torno de 70 quilômetros, suficiente para cobrir boa parte dos deslocamentos urbanos diários sem utilização do motor a combustão. A recarga rápida suporta potência de até 103 kW.
No interior, o SUV reúne equipamentos posicionados na faixa premium do segmento. Entre os itens disponíveis no mercado chinês estão bancos revestidos em couro Nappa com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e função de massagem para os ocupantes dianteiros, além de um compartimento refrigerado de 5,4 litros no console central e tela multimídia dedicada aos passageiros do banco traseiro.
A cabine também conta com central multimídia de 15,6 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e sistema de comandos de voz baseado em inteligência artificial.
Na área de segurança, o Tank 400 pode receber a terceira geração do pacote Coffee Pilot Ultra, conjunto de sistemas avançados de assistência ao motorista desenvolvido pela própria GWM. A tecnologia combina sensores, câmeras e radares do tipo LiDAR para oferecer recursos de condução semiautônoma de nível 2+, embora ainda não esteja definido quais funcionalidades serão disponibilizadas na configuração destinada ao mercado brasileiro.
A chegada do Tank 400 integra a estratégia da GWM de ampliar sua participação no segmento de utilitários esportivos de maior valor agregado, onde marcas japonesas e norte-americanas tradicionalmente concentram as vendas. Desde sua entrada no Brasil, em 2023, a fabricante chinesa vem expandindo o portfólio de veículos eletrificados e pretende utilizar a nova linha Tank para fortalecer sua presença em um mercado de margens mais elevadas e crescente demanda por modelos híbridos.